Na véspera da reunião da Assembleia-Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Sinodalidade, o 7MARGENS convida os seus leitores a dizerem o que esperam deste importante acontecimento. Todos são chamados a expressarem-se. Divulgamos hoje o oitavo texto (ver textos já publicados).

O convite a estarmos juntos para contemplar o mundo a partir do alto da montanha, ou enquanto se mergulha nas profundezas do mar, ou a partir de largas e claras avenidas, ou de becos impossíveis e escuros tem surgido de quando a quando. Somos chamados ao caminho comum, à participação, ao diálogo, à missão.
Tenho acompanhado a reflexão que vários grupos têm vindo a fazer: reúnem-se apesar das agendas cheias; partilham; debatem; inquietam-se com a lonjura de tantas margens, de sete margens; produzem textos fruto de dias e de noites em ação e em contemplação; oram e agem; agem e oram; alegram-se ou enchem-se de tristeza, porque o mundo às vezes é tão belo, mas em certos instantes surge como se não houvesse nada mais feio para se ver; querem aconchegar “todos, todos, todos”, com o olhar fixo n’Aquele que continua a bater à porta, ou está faminto, ou preso, ou doente, ou desprezado. Comprometem-se a fazer a festa, a maior festa possível, porque sabem estar na presença do Pai e é seu tudo o que é Dele.
Tendo eu a certeza que o Espírito Santo sopra onde quer, que seja pressentido por todos aqueles que participam nesta Assembleia-Geral do Sínodo dos Bispos. É o que espero!
Que sentido faria termos sido chamados, para não sermos tidos em conta?
Que abram os olhos de frente para festa, que escutem a música, que dancem porque não se pode estar na festa, sentados na cadeira, de costas voltadas.
Sílvia Lemos é Professora do ensino secundário.










