“Quem não tem coragem para dialogar com o povo, deixe o poder”, desafia bispo angolano

| 28 Out 20

O bispo de Caxito (Norte de Angola), Maurício Agostinho Camuto, criticou no domingo, 25, a detenção por parte das autoridades policiais de seis jornalistas que faziam a cobertura de uma manifestação realizada no dia anterior em Luanda, com o objetivo de reivindicar melhores condições de vida, mais emprego e a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola.

“A Angola que nós desejamos não é esta. Quem não tem coragem para dialogar com o povo, que saia. Deixe o poder. Entregue o poder a outra gente que saiba governar, que saiba escutar o povo, saiba realizar os anseios do povo, as esperanças do povo”, afirmou o bispo de Caxito, citado pelo jornal Público. Camuto falava aos fiéis, durante a missa dominical, sublinhando que “ninguém deve sofrer violência porque está a reclamar um direito”.

A manifestação, que juntou cerca de 2500 pessoas, foi dispersada assim que se iniciou, devido à ação de um enorme contingente policial, que deteve mais de uma centena de pessoas, entre elas os seis jornalistas: três da rádio Essencial, um jornalista e um repórter de imagem da TV Zimbo e um fotógrafo da Agence France Presse (AFP). Os três primeiros só na segunda-feira foram libertados, sem a apresentação de quaisquer explicações.

As associações angolanas de defesa dos direitos humanos Handeka e Mosaiko – Instituto para a Cidadania repudiaram igualmente a “excessiva carga policial” na manifestação, considerando estar a assistir a um “recuo no exercício das liberdades fundamentais”.

A manifestação foi organizada por jovens da sociedade civil, com o apoio de alguns dirigentes do maior partido da oposição angolana, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), e de outras forças da oposição.

 

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