EUA

Quem são e no que acreditam os que não têm religião

| 29 Jan 2024

Meditação, natureza. Foto Microgen

Não sendo filiados em qualquer religião, muitos “nones” aderem a alguma forma de espiritualidade e a maioria deles acredita que os animais, as montanhas ou árvores podem ter espíritos ou energias espirituais. Foto © Microgen

 

Atualmente, mais de um quarto (28 por cento) dos adultos dos Estados Unidos da América (EUA) não se encontram filiados em qualquer religião instituída e, quando inquiridos sobre a sua posição face à religião, consideram-se ateus, agnósticos ou referem “nada em particular”. Este grupo, conhecido também por “nones” (nenhuma), é composto sobretudo por pessoas abaixo dos 50 anos e os que não são agnósticos ou ateus são sobretudo do sexo feminino.

Os dados constam de um pormenorizado estudo sobre este grupo, intitulado “Religious ‘Nones’ in America: who they are and what they believe” (os “nones” religiosos na América: quem são e no que acreditam), que o Pew Research Centre acaba de publicar e que revela que os não filiados têm vindo a crescer de forma consistente desde que começaram a ser estudados, em 2007, quando eram 16 por cento. Os dados relativos a inquéritos realizados em 2023 indicam que, do total de adultos sem filiação religiosa, 20 por cento dizem-se agnósticos, 17 por cento ateus e quase dois terços (63 por cento), nenhuma religião em particular.

O relatório refere que o fenómeno dos “nones” é objeto de muitas perguntas, nomeadamente em que acreditam eles, se são contra a religião ou que posição têm sobre a ciência. Dos dados apurados, constata-se, em termos genéricos, que a maioria deles acreditam em Deus ou noutro poder superior, mas não frequentam com regularidade os atos e celebrações religiosos.

A maior parte recusa que a ciência explique tudo, mas entende que a religião tem facetas negativas, ainda que alguns considerem exatamente o oposto, ou seja, que pode fazer algum bem. Em termos quantitativos, 43 por cento dos “nones” dizem que a religião faz mais mal do que bem na sociedade, nomeadamente no que respeita a intolerância ou superstição; em contrapartida, 14 por cento dizem que faz mais bem do que mal, referindo, por exemplo, que “ajuda a dar significado e propósito às pessoas, e que pode encorajá-las a tratarem-se bem”. Por sua vez, 41 por cento entendem que os fatores benéficos e maléficos da religião se equilibram.

O estudo apurou, entretanto, que, comparativamente com os americanos filiados em alguma religião, os “nones” (neste caso, com exclusão dos ateus e agnósticos) “exprimem visões mais positivas da ciência”, tendem a participar menos nas eleições, a ocuparem-se menos no voluntariado e a (pre)ocuparem-se menos com assuntos públicos. Estes aspetos convergem com algumas pesquisas citadas pelo Pew Research Centre que sugerem que muitos americanos, em geral, acham o declínio da religião na sociedade como algo negativo.

Perguntados pelas razões da não filiação numa religião, os respondentes indicam, em lugares destacados, descrença ou ceticismo quanto a questões de doutrina e ensinamentos, reação a organizações religiosas ou pessoas, ausência de necessidade da religião na vida quotidiana.

Não sendo filiados em qualquer religião muitos “nones” aderem a alguma forma de espiritualidade e, segundo os resultados do inquérito, “cerca de metade dizem que a espiritualidade é muito importante nas suas vidas ou pensam em si mesmos como espirituais”. A maioria deles acredita que “outros animais além dos humanos podem ter espíritos ou energias espirituais – e muitos dizem que isso é verdade para partes da natureza, como montanhas, rios ou árvores”.

 

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