Caso da nacionalidade portuguesa

Rabi do Porto com termo de identidade e residência e entrega de passaporte

| 12 Mar 2022

Museu do Holocausto do Porto. Foto © João Bizarro/Comunidade Israelita do Porto

Museu do Holocausto do Porto, uma das estruturas da comunidade judaica do Porto. Foto © João Bizarro/Comunidade Israelita do Porto

 

O rabi Daniel Litvak, responsável religioso da Comunidade Israelita do Porto, detido quinta-feira pela Polícia Judiciária, ficará a aguardar o desenvolvimento do processo com termo de identidade e residência, além de ter entregue o passaporte.

Litvak tinha sido detido por alegadas ilegalidades na emissão de certificados de nacionalidade para judeus sefarditas. De acordo com informação da Comunidade à agência Lusa, citada pela TSF, o rabi foi interrogado durante duas horas, antes de lhe serem aplicadas aquelas medidas.

Em causa, como o 7MARGENS noticiou, estão alegadas irregularidades cometidas em processos de atribuição da nacionalidade portuguesa a descendentes de judeus sefarditas na Comunidade Israelita do Porto.

Entre os processos atribuídos, está o do oligarca russo Roman Abramovich, proprietário do clubde de futebol Chelsea, de Londres, que há cerca de um ano se tornou cidadão português, precisamente ao abrigo da lei da nacionalidade para descendentes de sefarditas, os judeus originários da Península Ibérica, e que foram expulsos de Portugal no século XVI.

Sobre este caso, a Lusa cita ainda a mesma fonte da comunidade judaica segundo a qual o certificado de ascendência sefardita de Abramovich tem a data de 16 de Julho mas a direcção da comunidade judaica do Porto dela “só teve conhecimento a 10 de Agosto”, segundo a “documentação que foi entregue às autoridades”.

A mesma fonte acrescenta que “todos os processos de certificação são feitos pelo rabinato [a estrutura religiosa], e a direção da comunidade [Israelita do Porto] não tem intervenção” no processo.

 

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