Por ter aproximado católicos e judeus

Rabino reformista recebe a mais alta condecoração da Santa Sé

| 4 Nov 2022

A. James Rudin, right, meets Pope John Paul II at World Youth Day in Denver in 1993. Photo courtesy of Rudin

O rabino A. James Rudin cumprimenta o Papa João Paulo II, na Jornada Mundial da Juventude de Denver, em 1993. Foto: Direitos reservados.

 

A. James Rudin, um importante rabino e educador reformista, que durante largos anos esteve à frente dos assuntos inter-religiosos do Comité Judaico Americano, receberá a mais alta condecoração que a Santa Sé atribui, de Comendador da Ordem Equestre de São Gregório Magno, pelo trabalho que desenvolveu na promoção das relações católico-judaicas, noticiou esta quinta-feira, 3, o Jewish News.

Nascido em Pitsburgo (Pensilvânia), Rudin, 88 anos, será o nono judeu e o terceiro rabino a receber esta honra nos quase 200 anos de história da Ordem. O título é concedido a pessoas cujo trabalho tenha sido relevante no apoio à Igreja Católica.

Formado na escola rabínica do Hebrew Union College, Rudin foi capelão da Força Aérea no Japão e na Coreia, onde fez amizade com um padre católico com quem desenvolveu diversas iniciativas católico-judaicas.

Ingressou no Comité Judaico Americano em 1968, do qual foi diretor de assuntos inter-religiosos, tendo viajado pelo mundo inteiro, ao encontro de Papas, Presidentes, líderes protestantes e evangelistas, sempre com o intuito de melhorar as relações judaico-cristãs no rescaldo da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto.

Autor de vários livros e artigos, nomeadamente para o Religious News Service, A. James Rudin fundou o Centro para os Estudos Católico-Judaicos, na Saint Leo University, uma universidade católica no oeste da Flórida, onde é atualmente professor visitante e membro do conselho consultivo.

A cerimónia de investidura acontecerá no dia 20 de novembro, no campus da universidade e poderá ser acompanhada em direto no sítio online da instituição.

O rabino Eric J. Greenberg, que ajudou a nomear Rudin para o título de cavaleiro, assinalou que a homenagem vem num momento crítico de crescente antissemitismo, mas ao mesmo tempo “demonstra claramente a evolução das relações positivas entre católicos e judeus”.

 

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