Uma experiência extremamente libertadora, mesmo se cansativa, que recompensa o esforço e ajuda a aumentar a fé e a relação com Deus. Uma experiência que faz mudar práticas: reza-se mais, lê-se mais o Alcorão… Em resumo, fica-se mais feliz, não se quer que passe depressa.
Tudo isto é o Ramadão, dizem as gerações mais jovens de muçulmanos. O mês mais sagrado do calendário islâmico termina no próximo dia 19 de Março para os cerca de dois mil milhões de muçulmanos de todo o mundo, que o vivem desde 17 de Fevereiro. E para entender como é experimentado ainda hoje, o 7MARGENS foi ouvir quatro jovens muçulmanos sobre o modo como vivem esse mês ou sobre as mudanças que essa vivência já provocou nas suas vidas.
A experiência física não é fácil, admitem, sobretudo nos primeiros dias. Mas vale pelo valor psicológico e espiritual que acrescenta a prática do jejum, da oração e da caridade a que os crentes são mais desafiados durante este mês – dizem. Khalid Jamal, conselheiro da Comunidade Islâmica de Lisboa, responde às mesmas perguntas e ainda à questão de saber se as novas gerações continuarão a viver o Ramadão como os mais velhos.
As entrevistas foram realizadas na Mesquita Abdurrahman Bin Auf, a cuja comunidade o 7MARGENS agradece. Localizada em Famões, Odivelas, esta é uma das mesquitas mais recentes em Portugal, cujo nome evoca um dos companheiros do Profeta Muhammad.










