
O padre Stan Swamy viu serem-lhe negados dois recursos para poder aguardar em casa ou no hospital o julgamento que lhe era devido. Foto © Wikimedia Commons/Khetfield59.
A Companhia de Jesus na Índia vai entregar uma ação no Supremo Tribunal de Mumbai em ordem a reabilitar o nome do padre Stan Swamy, que esteve preso desde 8 de outubro de 2020 até morrer a 5 de julho deste ano, vítima de covid-19 contraído na prisão, noticiou esta sexta-feira, 26 de novembro, a agência Union of Catholics Asian News (UCANEWS).
O padre Stan foi preso pela National Investigation Agency (NIA), uma polícia federal de luta contra o terrorismo, quando tinha 84 anos e ao abrigo de uma lei antiterrorista criada já durante o atual Governo de Narendra Modi. Acusado de instigar atos violentos e de estar envolvido em atividades clandestinas contra a democracia, foram-lhe negados pela justiça indiana dois recursos no sentido de poder sob pagamento e fiança viver em liberdade condicional, aguardando em casa, ou no hospital, o julgamento que lhe era devido [Ver 7MARGENS].
Tal julgamento não irá ter lugar, pelo que não será possível demonstrar em tribunal a falsidade da acusação feita. Essa é a razão pela qual a Companhia de Jesus pretende intentar um processo reabilitando o nome do jesuíta Stan Swamy, que era um ativista defensor dos direitos dos povos indígenas. Uma das suas últimas lutas foi apoiar a contestação às manobras políticas que visavam alterar as leis que protegem o direito dos habitantes locais à terra. A sua ação determinada, em conjunto com a de alguns partidos políticos e de grupos de direitos civis, forçou o governo estadual a recuar, acabando por retirar as propostas legislativas que limitavam esses direitos.










