Reabre catedral de Aleppo que havia sido destruída pela guerra

| 20 Jul 20

 catedral maronita aleppo, Foto ACN

A catedral maronita de Santo Elias, em Aleppo, antes e depois da reconstrução. Foto © ACN-Portugal.

 

A catedral maronita de Santo Elias, em Aleppo, atingida por diversas vezes devido à guerra civil na Síria e particularmente danificada em 2013 na sequência de um ataque jihadista, reabriu esta segunda-feira, 20 de julho, depois de um longo trabalho de reconstrução e restauro. A obra foi financiada, em grande parte, pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que contribuiu com 400 mil euros.

“A reabertura da catedral, do ponto de vista simbólico, representa uma mensagem para os cristãos de Aleppo e do mundo de que continuamos neste país, apesar de sermos cada vez menos. As bocas devem continuar a louvar a Deus neste lugar, apesar de todas as dificuldades”, afirmou o arcebispo maronita de Aleppo, Joseph Tobij, em declarações à AIS.

Segundo dados da fundação, antes do início da guerra viviam em Aleppo cerca de 180 mil cristãos. Neste momento, restarão apenas 30 mil, mas têm um forte desejo de permanecer. “O nosso desejo de ficar é uma ‘missão’ e não apenas porque nascemos aqui ou porque somos obrigados a ficar contra a nossa vontade”, explica o arcebispo, que acrescenta: “Não temos outro local onde nos reunirmos além desta catedral, por isso a decisão de restaurá-la era óbvia, tal como uma família que quer renovar a sua única casa.”

O presidente executivo da AIS Internacional, Thomas Heine-Geldern, que não pôde estar presente na cerimónia de reabertura devido à pandemia de covid-19, enviou uma mensagem de vídeo para toda a comunidade. “Vemos a Catedral de Santo Elias e é um milagre. É maravilhoso vê-la brilhar com o seu antigo esplendor. Espero que ela venha a tornar-se novamente no centro de toda a comunidade cristã, tal como era antes desta terrível guerra”, afirmou.

Entre 2011 e 2019, a Fundação AIS apoiou 900 projetos na Síria, com um total de 38 milhões de euros. Atualmente, a organização está a acompanhar mais de 100 projetos no país.

 

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