Uma escolha acolhida “com imensa alegria”, disse o padre Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), refletindo o sentir praticamente comum às inúmeras reações que rapidamente começaram a ser divulgadas de todas as partes do mundo – incluindo de líderes de outras confissões religiosas – após o anúncio da eleição de Robert Francis Prevost. Só os grupos católicos que acompanham a comunidade LGBT não partilham do mesmo júbilo.
“Em pleno Jubileu de Esperança, neste mundo de hoje tão sedento de amor e misericórdia, estamos certos de que o Santo Padre, dando testemunho do Evangelho de Jesus, contribuirá para o diálogo inter-religioso e para o diálogo com a sociedade, na construção de pontes ao serviço da fraternidade para a busca de caminhos de paz e justiça, oferecendo à humanidade renovadas centelhas de esperança”, concluía Manuel Barbosa.
O bispo José Ornelas, presidente da CEP, que conheceu pessoalmente e privou de muito perto com Robert Prevost, porque foram ambos superiores gerais das suas congregações, em simultâneo (Prevost dos Agostinhos e Ornelas dos Dehonianos), acrescentaria depois não ter dúvidas de que o novo Papa Leão XIV é o “homem de que a Igreja precisa”. ““Tive a ocasião de apreciar o homem que ele é, um agostinho, um missionário”, partilhou.
O presidente da CEP confessou que o nome do cardeal Prevost já lhe “tinha passado muitas vezes pela cabeça” para Papa, mas ninguém falava nele, talvez por não ser “um homem de levantar muito a voz”. O novo pontífice, acrescentou, é “um homem consciente, bem informado e bem fundamentado naquilo que diz”, e certamente “vai ter um olhar atento aos mais desfavorecidos” e “vai consolidar o caminho feito pelo Papa Francisco”. O nome que escolheu, Leão XIV, “faz-nos sonhar com um pontificado marcado pela atenção aos mais frágeis e pela promoção da justiça social, tema bem caro à herança que nos deixa o Papa Francisco”, concluiu.
Missa na Sé de Lisboa, Santuário de Fátima à espera de visita
Rui Valério, patriarca de Lisboa, afirmou por seu lado estar “certo” de que Leão XIV é o Papa de de que não apenas “a Igreja precisa”, mas também “o mundo”. Ele que contactou com Prevost aquando da visita ad limina dos bispos portugueses ao Vaticano, em maio do ano passado, partilhou como essa experiência foi positiva. “Aquilo que mais me impressionou não foi só a paciência com que ele me ouviu. Aquilo que me impressionou, no então prefeito do Dicastério dos Bispos, foi a maneira como ele estava preocupado com as comunidades migrantes residentes aqui no nosso país”, recordou. “É uma escolha que nos remete para a esperança, seja pelo perfil, seja pelo percurso que o Papa Leão XIV tem vindo a percorrer”, sublinhou. “Por isso, não pode ser outra a atitude de todo o Patriarcado de Lisboa senão a ação de graças a Deus por este dom tão grande”, escreveu num comunicado enviado ao 7MARGENS, em que convoca “toda a diocese para corporizar esta ação de graças na celebração da Santa Missa”, à qual presidirá esta sexta-feira, 9 de maio, às 21h30, na Sé de Lisboa.
Entre as 21 dioceses portuguesas, uma das primeiras reações partiu dos Açores, onde o bispo de Angra, Armando Esteves Domingues, gravou um vídeo (que pode ser visto acima) manifestando o seu júbilo com a eleição. “Não saberei explicar como mas deixou-me uma profunda alegria no coração. Primeiro porque o Espírito Santo nos deu um Papa, e depois porque apontou de imediato esta paz desarmada e desarmante que nos vem de Cristo e que ao mesmo tempo nos projeta para um mundo que Ele quer que seja um mundo de paz mas cujo caminho coloca nas nossas mãos”, afirma o prelado.
Para o bispo de Angra, o nome escolhido pelo novo Papa e sua a menção à paz, no discurso inicial, são sinais que apontam para uma dimensão social que considera “indispensável neste momento”.
Também o Santuário de Fátima divulgou ao final do dia um vídeo do reitor, padre Carlos Cabecinhas, onde este manifesta o seu contentamento com a escolha de Prevost. “É a minha convicção de que este homem, que tinha sido escolhido pelo Papa Francisco para tarefas dentro da Igreja, continuará aquilo que foi o pontificado que o antecedeu, o pontificado do Papa Francisco, um homem atento às dores e às feridas da Igreja e do mundo em que vivemos”, afirmou. E realçando que “Um dos aspetos fundamentais de Fátima é esta comunhão com o Papa. Por isso, o Papa Leão XIV é agora o nosso Papa, aquele a quem estamos unidos”, partilhou desde logo o sonho de uma futura presença de Leão XIV na Cova da Iria. “O cardeal Prevost, agora Leão XIV, não esteve [em Fátima]. Por isso, o grande desejo é que possa visitar este Santuário, fazer a experiência de oração e experimentar a força da oração dos peregrinos pelo Santo Padre”.
Entre os irmãos Agostinhos, a “surpresa” e a certeza de que “é um homem bom”

“Robert Prevost é o meu irmão Agostinho, com quem partilhei tantos momentos. E foi eleito Papa. É avassalador”, escreveu o bispo agostiniano espanhol Luis Marín de San Martín. Foto © Vatican Media
Como não podia deixar de ser, muitas reações chegaram também da “família” de Prevost: a Ordem de Santo Agostinho, na qual fez a sua primeira profissão em 1978 e da qual foi o responsável mundial durante 12 anos. “Sou um agostiniano, filho de Santo Agostinho”, disse o novo Papa, logo na sua primeira alocução, perante a multidão na Praça de São Pedro.
“Posso transmitir é que é um homem bom, próximo, é um homem afável, é um homem simpático”, realçou o o padre Miguel Hernandez, superior provincial da Ordem de Santo Agostinho em Portugal, cuja primeira reação foi de “uma grande alegria” e de “surpresa”. “É o primeiro Papa da Ordem de Santo Agostinho”, destacou com orgulho, assegurando que “mais do que um Papa hierárquico, vai estar próximo das pessoas, seguir o caminho do Papa Francisco, da comunhão, de uma Igreja que é uma comunidade onde cabem todos. Eu acho que isso ficou claro na sua primeira mensagem à Igreja”.
O também agostiniano Luis Marín de San Martín, subsecretário da Secretaria Geral do Sínodo, também não escondeu o orgulho e a emoção que sentiu mal viu o seu “irmão” assomar à varanda da Basílica de São Pedro. “Pouco posso dizer agora, quando a emoção e a alegria avassaladoras me impedem de expressar os meus pensamentos. Robert Prevost é o meu irmão Agostinho, com quem partilhei tantos momentos. E foi eleito Papa. É avassalador”, começou por escrever o bispo agostiniano espanhol nas suas redes sociais.
E depois fez questão de assegurar: “As suas qualidades são abundantes. É um homem de Deus, de oração serena. Um filho do Concílio Vaticano II, cuja eclesiologia vive e desenvolve. Um determinado promotor da sinodalidade. Tem um profundo espírito missionário e uma grande sensibilidade social. Um homem de unidade e comunhão, não de confronto. Possui uma notável capacidade de governo e de liderança”.
Ao descrever o perfil do novo Papa, Luis Marín de San Martín sublinhou ainda que “conhece muito bem a Igreja na sua universalidade e considera as diferenças culturais um tesouro. E sabe olhar para o futuro com esperança”. “As chaves do seu pensamento encontram-se na primeira saudação que dirigiu aos fiéis. Profunda. Preciosa”, concluiu.
Na Diocese de Chiclayo “amam-no muito, muito mesmo”

Quando o Peru foi atingido pelo El Niño, em 2023, “ele partiu a cavalo” para chegar aos lugares mais inacessíveis da região andina. Foto: Direitos reservados
“Uma pessoa simples com uma mensagem de esperança na busca pela paz.” Foi assim que a Irmã Karina Gonzales, franciscana da Imaculada Conceição, falou ao programa “Rádio Vaticano con voi” sobre o período passado pelo novo Papa na diocese peruana de Chiclayo. A freira destacou o compromisso de Prévost quando a região foi atingida pelo El Niño, em 2023. “Ele partiu a cavalo” para chegar aos lugares mais inacessíveis da região andina.
Karina Gonzales explicou ainda que, na diocese de Chiclayo, os franciscanos têm uma escola e que o então bispo sempre esteve muito próximo deles, especialmente durante o período da pandemia de covid-19. “Ele é uma pessoa simples, é um agostiniano de coração. Na diocese, amam-no muito, muito mesmo. Lamentamos a sua partida, sentimo-nos um pouco órfãos de uma pessoa importante para nós, mas sabíamos que ele estava à altura da tarefa que lhe foi confiada pelo Papa Francisco”, disse, referindo-se ao cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos, que ocupou de 2023 até à sua eleição.
“Ele é verdadeiramente um missionário e ontem, com a escolha do seu nome, expressou o seu programa de vida recordando Leão XIII e a Rerum Novarum, portanto o aspecto social. Espero que continue na linha do Papa Francisco e, portanto, do Evangelho, que é a linha de todos os Papas, cada um no seu tempo, no seu momento”, afirmou a irmã franciscana.
Líderes de outras Igrejas e religiões querem “continuar trabalho” e têm sugestões concretas

O Patriarca Ecuménico Bartolomeu, líder espiritual da Igreja Ortodoxa Oriental, disse que espera que Leão continue a cooperação entre Igrejas buscada pelo anterior Papa. Foto © Nikos Papachristou/Ecumenical Patriarchate
Da parte dos líderes de outras Igrejas cristãs e confissões religiosas, as mensagens que foram chegando ao 7MARGENS refletem igualmente alegria e esperança de que o novo Papa prossiga o caminho de Francisco no sentido de estabelecer pontes e reforçar laços.
“Confiamos que ele continuará a fortalecer a colaboração ecuménica, a unidade cristã, a justiça e a paz no mundo. Vivemos em um mundo de múltiplas crises; juntos, podemos fazer a diferença por meio do poder transformador do Espírito Santo”, escreveu o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), órgão que representa 352 Igrejas cristãs de mais de 120 países, Jerry Pillay. o pastor da Igreja Presbiteriana assegurou ainda que “o CMI continua comprometido em orar, caminhar e trabalhar em conjunto com a Igreja Católica Romana, todos os cristãos, de diferentes religiões e todas as pessoas de boa vontade no nosso esforço para levar a paz e o amor de Deus à Terra”.
Também a a Federação Luterana Mundial (FLM) acolheu “com profunda alegria e gratidão no Espírito Santo” a eleição de Robert Francis Prevost. “Que encontre força, resistência, paciência e alegria ao exercer o seu ministério, não apenas para a Igreja Católica Romana, mas para todas as comunhões cristãs do mundo”, escreveu a secretária-geral da FLM, Anne Burghardt. Ao dar as boas-vindas ao novo Papa Leão XIV em nome da comunhão global das igrejas luteranas em todo o mundo, Burghardt disse: “Rezaremos pelo ministério do novo papa, para que, juntas, a Igreja Católica Romana e as igrejas luteranas continuem a crescer em direção à unidade por meio do serviço conjunto às pessoas necessitadas e do testemunho partilhado de Cristo para que o mundo possa crer”.
Já na manhã desta sexta-feira, era divulgada a mensagem do Dalai Lama, a partir de Dharamsala, na Índia. “Num período em que o mundo está a testemunhar tantos desafios, a sua eleição traz uma nova esperança não só à comunidade católica, mas às pessoas em todo o mundo que procuram uma vida mais feliz num mundo mais compassivo e pacífico”.
“Estou muito feliz por ter conhecido vários dos seus antecessores e por ter mantido conversas amigáveis com eles”, escreveu ele. “Ao longo de mais de quatro décadas, também participei em intercâmbios significativos com representantes de diferentes tradições religiosas, incluindo os meus irmãos e irmãs cristãos. Com uma firme convicção na unidade da humanidade, considero a promoção da harmonia inter-religiosa um dos principais compromissos da minha vida”, partilhou, recordando com particular emoção o facto de ter no “importante encontro inter-religioso organizado pelo Papa João Paulo II em Assis, em 1986”.
Ahmed Al-Tayeb, grande imã da Universidade Al-Azhar do Egito, que mantinha uma amizade muito próxima com o Papa Francisco, enviou calorosas felicitações ao Papa Leão XIV. “Estamos ansiosos para continuar o nosso trabalho consigo, para fortalecer o diálogo inter-religioso e promover os valores da fraternidade humana, em busca da paz global, coexistência mútua e um futuro melhor”, escreveu aquele que é um dos principais clérigos no mundo muçulmano sunita, com quem Francisco escreveu e assinou escreveu o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da convivência comum.
Outro grande amigo de Francisco, o Patriarca Ecuménico Bartolomeu, líder espiritual da Igreja Ortodoxa Oriental, disse que espera que Leão continue a cooperação entre Igrejas buscada pelo anterior Papa. “Saúdo o novo Papa, o novo Bispo de Roma, com grande amor fraternal em Cristo e grandes expectativas”, disse à agência de notícias Associated Press, à margem de um evento em Atenas, Grécia. Bartolomeu recordou que ele e Francisco colaboraram em desafios globais, incluindo as alterações climáticas, as migrações e o impacto das mudanças tecnológicas, e que esperavam encerrar uma disputa secular encontrando uma data comum para celebrar a Páscoa [ver 7MARGENS]. “Espero que Sua Santidade o Papa Leão XIV seja um querido irmão e colaborador… para a unidade de toda a família cristã e para o benefício de toda a humanidade”, concluiu.
“Ao celebrar a eleição de Robert Prevost como novo Papa Leão XIV, os hindus esperam que ele seja mais aberto a reformas e lidere os esforços de diálogo inter-religioso”, escreveu por seu lado Rajan Zed, presidente da Sociedade Universal do Hinduísmo, num comunicado enviado ao 7MARGENS.
Adiantando-se já com propostas concretas para o novo líder da Igreja Católica, Zed sugere-lhe que se dedique à defesa dos direitos humanos, à ajuda aos desamparados, a projetos de caridade, ao desenvolvimento humano, à responsabilidade ecológica, e ainda lhe pede que “reconsidere favoravelmente a ordenação de mulheres sacerdotisas, dado que as mulheres podem disseminar a mensagem de Deus com a mesma habilidade que os homens e merecem uma participação e acesso igualitários e plenos à religião”. “A Santa Sé, sendo a maior organização religiosa do mundo, deveria demonstrar uma liderança exemplar na igualdade das mulheres em relação ao resto do planeta, argumenta Rajan Zed. “O novo Papa deveria também abordar seriamente a questão do apartheid enfrentada por cerca de 15 milhões de ciganos da Europa, cujos vestígios na Europa remontam ao século IX d.C., acrescenta.
Algum “alarme” entre a comunidade LGBTQIA+

Um encontro com o padre James Martin, que trabalha com cristãos LGBT. O jesuíta está satisfeito com a escolha, mas os grupos ligados à comunidade LGBT nem por isso. Foto © António Marujo/7MARGENS
E depois de o pontificado de Francisco ter ficado marcado por inúmeros gestos de aproximação e acolhimento relativamente à comunidade LGBTQIA+, vários grupos que têm procurado uma maior integração daquela comunidade na Igreja Católica mostraram alarme e receio de que possa existir um retrocesso com Leão XIV.
Foi o caso da associação portuguesa Rumos Novos – Católic@s LGBTQIA+ em Ação, que em comunicado enviado ao 7MARGENS manifestou que “acolhe com natural preocupação a eleição de Leão XIV como Papa, pois a sua postura anterior em relação aos católicos LGBTQIA+ revela uma abordagem mais conservadora em comparação com a pastoral inclusiva de Francisco”.
“O Papa Francisco marcou o seu papado com gestos de acolhimento, como a frase ‘Quem sou eu para julgar?’ em relação às pessoas homossexuais e a autorização, em 2023, de bênçãos individuais a casais do mesmo sexo, embora mantendo a doutrina que considera a homossexualidade um pecado. O Cardeal Prevost, por outro lado, expressou reservas sobre a aceitação cultural das pessoas LGBTQIA+. Efetivamente, num discurso de 2012 aos bispos, o então Cardeal Prevost criticou os media ocidentais por promoverem a ‘simpatia por práticas contrárias ao evangelho’, nomeadamente o ‘estilo de vida homossexual’ e as ‘famílias alternativas compostas por parceiros do mesmo sexo e seus filhos adotivos'” – explica a associação.
E conclui: “Para a Rumos Novos – Católic@s LGBTQIA+ em Ação, as posturas já conhecidas de Leão XIV enquanto Cardeal, levam-nos a prever que as suas posições agradarão certamente à ala conservadora da Igreja, que verá na moderação de Leão XIV uma forma de preservar a ortodoxia sem ruturas. Acreditamos, que o papado de Leão XIV será marcado por uma continuidade cautelosa, mas com limites claros à agenda inclusiva e a uma real integração dos fiéis LGBTQIA+ no seio da Igreja”.
Na mesma linha, um comunicado do New Ways Ministry, um grupo católico LGBTQIA+ sediado em Maryland (EUA) diz estar a rezar “para que, nos 13 anos que se passaram, 12 dos quais sob o papado do Papa Francisco, o seu coração e mente se tenham desenvolvido mais progressivamente em relação às questões LGBTQ+”. “Rezamos para que, na transição da nossa Igreja após 12 anos de um papado histórico, o Papa Leão XIV continue a atitude de acolher e a alcançar pessoas LGBTQ+ que o Papa Francisco inaugurou”, pode ler-se na mensagem assinada por Francis DeBernardo, diretor executivo do grupo.
Também a DignityUSA expressou “preocupação” com os comentários anteriores do Papa, mas escreveu numa publicação online: “Observamos que esta declaração foi feita durante o papado de Bento XVI, quando a adesão à doutrina parecia ser esperada. Além disso, as vozes das pessoas LGBTQ+ raramente eram ouvidas nesse nível de liderança da Igreja. Rezamos para que o Papa Leão XIV demonstre disposição para ouvir e crescer ao assumir o seu novo papel como líder da Igreja global”.
A reação do padre jesuíta norte-americano James Martin, que tem acompanhado muitas pessoas e grupos LGBT, parece dar a entender que não há razões para alarme. “Conheço o Papa Leão XIV como um homem amável, aberto, humilde, modesto, decidido, trabalhador, direto, digno de confiança e terra-a-terra. Uma escolha brilhante. Que Deus o abençoe”, escreveu Martin, na rede social X. Resta esperar por mais palavras e gestos de Leão XIV para o comprovar.










