
“A pobreza é transversal a todos os países da União e necessita de uma orientação muito precisa e concertada”, alerta a Rede Europeia Anti-Pobreza. Foto © João Catarino Campos
Apelos ao voto e ao combate à pobreza foram lançados pela Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) e pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN). Estas organizações divulgaram mensagens nas quais incentivam os eleitores e os candidatos a mobilizarem-se pelas causas que defendem.
“Não podeis deixar que decidam por vós! Vós, donos do presente, deveis viver na ânsia de agarrar o futuro e lutar por União Europeia mais solidária, a uma única velocidade no caminho da coesão social”, refere a nota da CPV enviada ao 7MARGENS.
Já a EAPN sublinha que “a pobreza é transversal a todos os países da União e necessita de uma orientação muito precisa e concertada. Esta é claramente uma preocupação dos cidadãos”.
“Não deixeis de votar pelos ideais que mais vos definem. Não deixeis de apoiar quem sentis que vos pode representar melhor. Só juntos podemos melhorar a União Europeia. Exercei o vosso direito, exercei o vosso dever. Com consciência e com a força de vontade suficiente para acreditar que a vossa visão tem lugar, espaço e futuro na Europa que todos queremos construir!”, conclui a CPV.
“Aos candidatos que se apresentam às Eleições Europeias de 2024, a EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal apela a que o combate à pobreza assuma um papel central nas suas propostas. Há pessoas e partidos que cada vez mais deixam de lado a palavra pobreza, mas as palavras têm poder e isso diz muito das propostas que apresentam e da sociedade que querem construir”.
A EAPN revela ainda o facto de 95,3 milhões de pessoas estarem em risco de pobreza ou exclusão social, “número que sabemos poder ser bem superior, pois os desafios dos últimos anos têm fragilizado a vida das pessoas”.
“É imperativo que exista um amplo consenso social e político, por toda a União Europeia, sobre a visão que queremos para o futuro. A EAPN Portugal considera que é agora o momento de implementar mudanças estruturais a longo prazo e de colocar as pessoas no centro das políticas”, termina.









