
A refugiada conheceu o Papa aquando da visita de Francisco a Lesbos com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e o Arcebispo Ortodoxo de Atenas e toda a Grécia, Ieronymos. Foto © Vatican Media.
Uma das refugiadas das três famílias sírias que o Papa levou consigo de um campo de acolhimento na Grécia para o Vaticano, em 2016, trabalha agora, como bióloga, no Hospital Pediátrico Bambino Gesù, da Santa Sé.
A especialista, Nour Essa, oriunda dos arredores de Damasco, fugiu com a família para a Turquia e, daí, foi parar ao campo de refugiados da ilha de Lesbos, num barco insuflável. Falou com o Papa, aquando da visita de cinco horas que este fez àquele acampamento, circulando por entre as tendas, juntamente com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e o Arcebispo Ortodoxo de Atenas e toda a Grécia, Ieronymos. Foi há cinco anos, feitos nesta sexta-feira, 16.
A refugiada comentou, em declarações citadas pela Ecclesia, que “nenhuma mãe escolhe este caminho se não acreditar que a água é mais segura do que a terra”, acrescentando que Francisco mudou a vida da sua família, sem cuidar de que era muçulmana. “Tocou o meu coração e também me surpreendeu”, afirmou.
Já o Papa disse que foi um “pequeno gesto”, que todos podem fazer, na ajuda a quem mais precisa – numa conferência de imprensa em que se mostrou muito comovido, ao regressar ao Vaticano desde a ilha grega, com os desenhos que as crianças refugiadas nesse dia lhe ofereceram.










