Refugiados e deslocados no mundo ultrapassaram este ano os 80 milhões

| 9 Dez 20

refugiados congo © UNHCR_Rocco Nuri

Uma requerente de asilo congolesa com o filho de seis meses em Zombo, no Uganda, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, em Julho 2020. Foto: © UNHCR_Rocco Nuri.

 

 

Apesar dos repetidos apelos ao cessar-fogo durante a pandemia de covid-19, a violência e a perseguição parecem não ter abrandado em 2020: o número de refugiados e deslocados atingiu um novo recorde, tendo já ultrapassado o marco dos 80 milhões, alertou esta quarta-feira, 9 de dezembro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“A comunidade internacional não está a conseguir preservar a paz”, afirmou, em comunicado, o alto-comissário do ACNUR, Filippo Grandi. Lamentando que o mundo tenha chegado a este “ponto de viragem sombrio”, o responsável sublinhou que a deslocação forçada duplicou na última década e irá agravar-se ainda mais se “os líderes mundiais não puserem fim às guerras”.

A violência na Síria, República Democrática do Congo, Moçambique, Somália e Iémen foi responsável pela maioria dos novos deslocados no primeiro semestre do ano. Novas deslocações significativas ocorreram também na região central do Sahel, em África, onde civis têm sido sujeitos “a violência brutal, incluindo violações e execuções”, de acordo com o relatório do ACNUR.

Algumas das medidas tomadas para conter a propagação da covid-19 dificultaram ainda mais a tarefa de garantir proteção e segurança aos refugiados, alerta o ACNUR. No auge da primeira vaga da pandemia, em abril, 168 países tinham fechado as suas fronteiras total ou parcialmente. Destes, 90 não abriram exceções para os requerentes de asilo.

 

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