
A atual situação na Nicarágua vista pelo cartoonista PxMolina. Imagem retirada do Twitter do autor. https://twitter.com/pxmolina
Quatro padres presos na sexta-feira, 29 de dezembro. Mais sete padres levados para a prisão no sábado. O regime do Presidente Daniel Ortega continua a sua brutal ofensiva contra a Igreja Católica, como forma de reduzir ao silêncio qualquer voz crítica que se possa fazer ouvir na Nicarágua.
De acordo com o jornal Avvenire, que cita como fonte a ativista dos direitos humanos Martha Molina, “primeiro, a polícia prendeu Marcos Diaz Prado, pároco de São Tomé Apóstolo, em Porto Corinto, na diocese de León, e o padre Fernando Calero, da igreja de Nossa Senhora de Fátima, na diocese de Metagalpa. Depois foi a vez dos vigários da arquidiocese de Manágua, Miguel Mántica e Silvio, capturados juntamente com os padres Mykell Monterrey, pároco de Nossa Senhora da Candelária, Gerardo Rodrígues, da Puríssima Conceição, e Raúl Zamora, da Igreja da Divina Misericórdia, sitiada pelos paramilitares do regime durante os protestos pacíficos de 2018”.
A 20 de dezembro, a polícia do regime de Ortega e Rosario Murillo (sua mulher e vice-presidente) encarcerou o bispo de Siuna, Isidoro Mora, por causa do apoio espiritual que ele sempre manifestou relativamente ao seu colega do episcopado Rolando Alvarez, bispo da diocese de Matagalpa, detido há mais de um ano por razões políticas. [ver 7MARGENS].
Nesta última vaga de prisões é a primeira vez que a repressão do regime de estende à zona de León. A diocese declarou-se em estado de emergência e as tradicionais celebrações de fim de ano foram canceladas.









