Nicarágua

Regime sandinista expulsa Missionárias da Caridade

| 7 Jul 2022

Tomada de posse do presidente Daniel Ortega em 2012. Foto © Cancillería del Ecuador

 

Antes das 8h00 de quarta-feira, 6 de julho, as 15 freiras da ordem Missionárias da Caridade fundada por Madre Teresa de Calcutá e instalada há 40 anos na Nicarágua foram obrigadas a deixar a sua casa em Manágua e escoltadas pelas autoridades de imigração até à fronteira de Peñas Blancas com a Costa Rica, noticiou La Prensa na sua edição de 7 de julho.

Este é mais um passo na brutal repressão que o Governo do Presidente Daniel Ortega e a maioria parlamentar sandinista desencadearam nos últimos anos contra a Igreja Católica [ver 7MARGENS]. Antes da expulsão das Missionárias da Caridade, já o núncio apostólico (embaixador do Papa) em Manágua tinha sido expulso, o canal de televisão da Conferência Episcopal da Nicarágua silenciado e um bispo perseguido pelo regime teve de se refugiar no interior das instalações de uma paróquia.

A repressão estende-se a outras organizações da sociedade civil como ficou evidente no dia 4 de julho quando a Assembleia Nacional da Nicarágua retirou a personalidade jurídica a uma centena de organizações não-governamentais que se viram, de um dia para o outro, ilegalizadas e obrigadas a pôr termo às suas atividades no país. A ordem das Missionárias da Caridade, além de ter perdido personalidade jurídica, viu a polícia obrigar as irmãs a saírem do país escoltando-as até à fronteira.

 

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