A prática religiosa está a crescer entre as confissões cristãs no Reino Unido, especialmente na geração Z (jovens adultos abaixo dos 35 anos), grupo etário em que os praticantes quadruplicaram entre 2018 e 2025 e em que os católicos praticantes ultrapassaram os anglicanos.
Os dados constam de um recente estudo intitulado “Quiet Revival”(ressurgimento tranquilo), promovido pela Sociedade Bíblica, uma instituição de fins não lucrativos que se dedica à tradução e difusão da Bíblia.
Este ressurgimento, que só não se regista no grupo etário entre os 35 e os 65, designado no estudo por “middle ages”, é tanto mais significativo quanto representa uma inversão de tendência relativamente ao que vinha acontecendo nas últimas décadas.
O segmento de menos de 35 anos registava, em 2018, uma prática de 4 por cento, tendo esse valor saltado para 16 por cento nos resultados apurados já em 2025.
Ainda assim, não é o segmento etário que regista maior prática. A primeira posição cabe aos maiores de 65 anos, com 19 por cento, cinco pontos percentuais acima do registado em 2018. Em termos gerais o incremento da prática religiosa dos cristãos subiu de 8 para 12 por cento entre os dois marcos temporais considerados.
Outro dado interessante apurado em “The Quiet Revival” é que os homens são mais praticantes do que as mulheres (13 e 10 por cento, respetivamente. Registando-se, por outro lado, uma maior diversidade étnica entre os praticantes.
Num estado oficialmente anglicano, é de referir que no grupo etário dos jovens entre os 18 e os 24 anos, apenas 20 por cento dos frequentadores da igreja se identificam como anglicanos, o que não chega a ser metade dos que se dizem católicos (41 por cento). O decréscimo entre os anglicanos é significativo, se se tiver em conta que eram 30 por cento há cinco anos.
Como salienta o estudo, realizado pela prestigiada YouGov, os jovens da amostra “não se limitam a ir mais à igreja, mostram níveis acima da média de afeição relativamente à espiritualidade, à Igreja e à prática espiritual”.
Os autores chamam a atenção para o facto de grande parte da população do Reino Unido, em particular os jovens, “se debater com problemas de saúde mental, solidão e perda de sentido da vida”. Neste quadro, realçam, “a Igreja parece estar a oferecer uma resposta”. “Descobrimos que os frequentadores da igreja têm mais probabilidades do que os que não frequentam de manifestar uma maior satisfação com a vida e um maior sentimento de ligação à sua comunidade”, acrescentam.
O estudo está acessível aos interessados, no site da Sociedade Bíblica do Reino Unido, bastando o preenchimento de um curto formulário.










