
Vigília da Amnistia Internacional, no Palácio de Cristal (Porto), no passado dia 6, em defesa do respeito pelos direitos humanos na Índia: também os Estados Unidos colocam este país na lista das preocupações mais graves. Foto © Amnistia Internacional – Portugal.
Na apresentação, nesta quinta-feira, 12 de maio, do 23º Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, o Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, chamou a atenção para “a onda de antissemitismo que cresce no mundo, incluindo aqui, nos Estados Unidos, e também em toda a Europa”. É, tal como o “ódio antimuçulmano que ainda é generalizado em muitos países”, “uma ideologia perigosa a que nos devemos opor” – referiu Blinken.
O relatório é elaborado a partir de informações dos diplomatas americanos sobre mais de 200 países e territórios de todo o mundo e este ano inclui na lista de países classificados como de grave preocupação casos óbvios como Myanmar (Birmânia), China, Eritreia, Irão, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Síria, Tajiquistão, Turquemenistão e Vietname, mas refere também a Rússia e países com que os EUA mantêm relações de grande proximidade diplomática e política como a Índia e a Arábia Saudita.
Recomenda, por outro lado, ao Departamento de Estado que mantenha sobre atenta observação os seguintes países: Afeganistão, Argélia, Azerbaijão, Bahrein, República Centro Africana, Cuba, Egipto, Indonésia, Iraque, Cazaquistão, Malásia, Nicarágua, Sudão, Turquia e Uzbequistão.
Várias destas situações mais graves de violações do direito à liberdade religiosa coincidem com o relatório da Ajuda à Igreja que Sofre, divulgado em Abril, como o 7MARGENS noticiou.










