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religiosas fazem mascaras cirurgicas covid-19

Religiões querem ser parceiras do G20

| 19/10/2020

religiosas fazem mascaras cirurgicas covid-19

Freiras em França a costurarem máscaras em vez de vestes litúrgicas: as religiões têm um papel para além do culto, defendem os responsáveis do Fórum do G20. Foto © Paróquia de Draguignan (França)

 

Chegou o momento de reconhecer formalmente o Fórum Inter-Religioso do G20 como uma plataforma oficial nas futuras cimeiras do G20. A recomendação é uma das conclusões do Fórum que reuniu representantes de diversas religiões antecedendo a reunião dos líderes políticos, prevista para 21 e 22 de Novembro, que será conduzida pelo rei Salman Al-Saoud, da Arábia Saudita.

Reunido na última semana, o Fórum Inter-Religioso começa por considerar que a religião tem relevância para o mundo da política e, por isso, é importante ser tida em conta, conta o Religión Digital.

“A participação estável dos actores religiosos nos processos políticos a nível nacional e internacional oferece um potencial considerável para enriquecer e melhorar as respostas e a implementação em muitas questões, incluindo a preparação e resposta a catástrofes”, diz o documento conclusivo, divulgado no sábado, 17 de Outubro. Líderes religiosos, governos, Nações Unidas e formadores de opinião globais devem agir em conjunto, defendem.

A época de pandemia que está a atingir o mundo causa perturbações económicas e sociais globais sem precedentes e os decisores políticos deveriam reconhecer que, para mais de 80% da população mundial, o prisma de uma tradição religiosa afecta a vida quotidiana, as normas e as relações, consideram os participantes. Até porque em muitos lugares do mundo, os líderes religiosos trabalham para além da condução do culto, actuando nos campos da caridade, segurança, direitos humanos e coesão, incluindo os mais vulneráveis em todas as sociedades, como tradução prática dos ideais espirituais.

Os mais de dois mil participantes de todo o mundo debateram nesta cimeira questões como o discurso de ódio, a pandemia da covid-19 ou a paridade de género. O G20 “deve ter como farol constante a atenção às comunidades vulneráveis e pode beneficiar do contínuo envolvimento com o Fórum Inter-Religioso do G20 para manter esta prioridade ética e prática sempre na linha da frente”, lê-se ainda no documento, de acordo com a mesma fonte.

Para o imediato, os representantes religiosos sugerem que deve ser dada atenção “ao envolvimento das comunidades religiosas no desenvolvimento, teste e distribuição de vacinas contra a covid. Mas acrescentam ainda “o desafio urgente e premente de proteger o planeta”, que “levanta não só preocupações físicas, mas também morais e espirituais que as comunidades religiosas estão singularmente preparadas para abordar como parceiros nos instrumentos da governação global”.

O Fórum Inter-Religioso do G20 resulta de um processo de consulta que envolvendo líderes e instituições religiosas e multi-religiosas, decisores políticos e uma rede de organizações baseadas na fé, que tem sido dinamizado por via digital em 70 países dos cinco continentes.

O Fórum da semana passada, que durou cinco dias, debruçou-se em especial sobre as recomendações das consultas dos últimos meses, dedicadas aos desafios urgentes da agenda do desenvolvimento humano.

Entre os principais responsáveis do Fórum, contam-se Faisal bin Muaammar, secretário-geral do Centro para o Diálogo Internacional (KAICIID), Miguel Angel Moratinos, Alto Representante da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), e Abdullah Alhomaid, secretário-geral do Comité Nacional para o Diálogo Inter-religioso e Intercultural da Arábia Saudita.

 

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