Religiosos condenam “morte inesperada e violenta” da irmã Maria Antónia Guerra

| 11 Set 19

A CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal) condenou nesta quarta-feira, 11 de setembro, em comunicado, a morte “inesperada e violenta” da irmã Maria Antónia Guerra, da Congregação das Servas de Maria Ministras dos Enfermos. A “freira radical”, como era conhecida, foi assassinada e violada no passado dia 8 e o corpo encontrado na casa do homicida, um homem de 44 anos e com um histórico criminal de tráfico de droga, violação e rapto, em São João da Madeira, Aveiro.

“Unidos na dor, e revoltados com as circunstâncias algo estranhas em que faleceu esta Irmã – verdadeira apóstola nas periferias junto dos mais necessitados –, e na certeza de que ‘a vida não acaba, mas apenas se transforma’, a CIRP exprime o seu voto de pesar pelo falecimento da Irmã Maria Antónia Guerra”, refere a nota da federação dos institutos religiosos, citada pela Ecclesia.

O crime chocou o país inteiro, especialmente entre os que conheciam a irmã “Tona”, como ela própria se apresentava, e que viajava de moto pela cidade. Com 61 anos, e após ter estudado medicina em Espanha, Maria Antónia Guerra dedicava o seu tempo à evangelização sobretudo junto de idosos abandonados, toxicodependentes e outras pessoas marginalizadas, como foi recordado estes dias, inclusivé em Espanha.

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