Haiti

Religiosos pedem justiça para todas as vítimas da violência

| 13 Jul 2021

O presidente Jovenel Moïse foi assassinado em sua casa.

 

A Conferência dos Religiosos do Haiti (CRH) quer que “seja levada a cabo uma investigação para esclarecer” o “crime hediondo” do assassinato do até agora Presidente Jovenel Moïse e que “todos os culpados possam ser levados à justiça”, mas acrescenta que esta ocasião deve ser aproveitada para “exigir justiça para todas as outras vítimas de violência em todo o país”.

Numa declaração citada pela agência Fides, a CDH “condena com toda a sua força a violência, de onde quer que venha e sob todas as suas formas, e renova a sua esperança e empenhamento sincero na luta pela restauração de uma sociedade mais humana e fraterna, construída sobre direitos, dignidade e reconciliação entre todas as filhas e filhos da nação”.

A CDH faz estas exigências com base nos “valores evangélicos” e na sua qualidade de “testemunha privilegiada das legítimas aspirações do povo haitiano”, acrescenta, segundo a mesma fonte.

Também o presidente da Conferência Episcopal do Haiti, o bispo Launay Saturné, de Cap-Haitien, afirmou, em entrevista ao Vatican News, que os governantes “terão muito que fazer para restaurar a confiança da população, que está farta desta política, que parece mais preocupada em se manter no poder do que na busca do bem comum”.

No domingo, na alocução do Angelus, o Papa Francisco referiu-se também à situação no país, associando-se ao apelo dos bispos católicos do país, no sentido da deposição das armas e do fim da violência. “Espero que a espiral de violência cesse e que a nação possa retomar a sua viagem rumo a um futuro de paz e harmonia”, afirmou.

Moïse foi morto no passado dia 7, quarta-feira, quando estava em casa. Segundo as primeiras informações policiais, os autores materiais do crime terão sido 26 mercenários colombianos a mando do médico Christian Emmanuel Sanon, 63 anos, que chegou ao Haiti em Junho, vindo de Miami (Florida, EUA), onde viveu vinte anos.

 

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