Reportagem: Iucatão e Chichén Itzá, entre o mar de turquesa e os “cenotes” quase ocultos

| 21 Jul 19 | Cultura e artes, Destaque 2, Newsletter, Últimas

O xamán a pedir a protecção dos que vão visitar o recinto de Chichén Itzá. (Na fotografia de abertura: o Templo das Colunas) Fotos © Nair Alexandra

O homem veste calças brancas e uma camisa cor de neve a contrastar-lhe com a pele tisnada. O chapéu de palha poderia dar-lhe um ar informal, não fosse o caso de lhe chamarem o xamán – aquele que, no meio de um grupo de muitas nações, ensina algumas palavras em yucatec, a língua maia que se fala predominantemente no Iucatão. Ele não conhece o idioma castelhano – pelo menos é o que diz a guia. À entrada daquele recinto arborizado, cada um de nós daquele pequeno grupo, havia recebido duas ou três pedrinhas cor de mel que o xamán recebe e que irá queimar num recipiente de barro. O odor, agradável, mistura-se com o incenso e com algumas flores. Explica a guia que o xamán está a pedir a protecção dos que vão visitar o recinto de Chichén Itzá. Dito isto, enquanto toco na nuca com um pouco de água, questiono-me quanto daquilo não é folclore para turista e apostaria que quase toda a gente que participou no ritual (?) terá feito a mesma pergunta.

Sério, sério, é o que vem a seguir: Chichén Itzá, exemplo maior da cultura maia, uma das principais civilizações da América Central pré-colombiana, uma das mais ricas e das mais citadas: três mil anos de história, 27 línguas e dialectos, uma persistência secular e cultural que deixou marcas não apenas no México, mas também na Guatemala, El Salvador, Honduras e Belize. Nos nossos dias, cerca de oito milhões de pessoas espalhadas por estes países constituem a comunidade maia, o grupo indígena mais numeroso da América Central.

Seja Primavera ou Verão, no Hemisfério Norte, em Chichén Itzá o sol parece um deus inclemente, que incendeia o ar e torra a pele humana se não nos precavermos dele. A visita, metodicamente organizada, prevê sombrinhas cor-de-rosa sob essa radiação impiedosa que queima as pirâmides e as pedras em relevo à nossa volta. Azar, não dá jeito manter a sombrinha e fotografar os relevos magníficos que a arte maia produziu.

Lá vou caminhando e as surpresas vão-se sucedendo: não é só a jovem e competente guia que aprendeu a língua dos seus antepassados. A sua bisavó nem sequer conhecia o castelhano. E nos dias passados na península do Iucatão mais mulheres de diferentes idades irão dar-me testemunhos semelhantes. Dias depois da visita a Chichén Itzá e ao complexo arqueológico de Tulum, atrás do balcão de uma loja, uma senhora, baixinha, vai-me ensinando uma ou outra palavra maia – confirmando, embora, as práticas católicas na sua casa.

Templo de Kukulcán, em Chichén Itzá. Foto © Nair Alexandra

 

Quatro mil anos nos contemplam…

Alguns parêntesis antes da visita a Chichén Itzá, património da Humanidade. A história do povo maia divide-se em três grandes períodos: o pré-Clássico (entre 2500 antes de Cristo a 250 depois de Cristo); o período Clássico (de 250 a 1000); e o período Pós-Clássico (de 1000 a 1519). Embora muito controversa, esta periodização ainda é utilizada, por razões de comodidade. A conquista espanhola foi, como sabemos, derrotando as civilizações que encontrou, servindo-se das vantagens quer das armas de fogo e dos cavalos, quer do recrutamento (voluntário ou não) de nativos para as suas hostes. Os diversos territórios maias, diferenciados geograficamente por quatro grandes regiões, foram caindo mais cedo ou mais tarde ante os invasores castelhanos.

A península do Iucatão distinguiu-se pelo facto de ser um conjunto de planícies da área norte. Centenas de anos antes de atrair turistas de todo o mundo pelas suas praias de águas tépidas, paisagens resplandecentes e jóias do património cultural, o Iucatão era uma região onde a falta de rios à superfície seria compensada por lençóis de água subterrâneos. Nestas terras de chuvas irregulares, solos muito porosos e pouco produtivos, os conquistadores encontraram, como na generalidade da civilização maia, variedades de estados e de povos, à qual corresponderia a diversidade de línguas e dialectos.

Mas, principalmente, os espanhóis encontraram uma resistência invulgar. Se nos estados meso-americanos o ano de 1527 marca a vitória da conquista, o Iucatão teve uma história diferente. A primeira tentativa, dirigida em 1528 por Francisco de Montejo e pelo seu filho, não foi bem-sucedida e a costa oriental desta península viria a constituir um bastião onde muitos maias se refugiaram. A ponto de terem recusado o domínio espanhol e se manterem num território aparte já até ao século XX, com o moderno estado do México. De resto, as condições de pobreza e de marginalização das comunidades maias deram lume ao movimento zapatista.

 

Uma cultura viva

Assim, para quem chega e espera encontrar sinais dos maias apenas em relíquias do passado ou recuerdos turísticos, surpreende-se com a população local, que mantém na pele bronzeada, no cabelo negro e muito liso, no formato dos olhos, do nariz ou das mãos, os traços de uma ancestralidade grande, anterior ao tempo em que os galeões espanhóis ali deitaram âncora. Nessa altura, a civilização maia encontrava-se já longe dos seus tempos mais prósperos. Diversas são as razões apontadas para o declínio dos maias, o que é ainda mais lógico tendo em conta a diversidade geográfica.

No que ao Iucatão diz respeito, um longo período de seca – talvez uma dezena de anos consecutivos – forçou as populações a movimentos migratórios, tendo-se muita gente deslocado para áreas costeiras, como Tulum, que se torna um porto muito activo. E na península têm particular importância reservatórios de água, como as cisternas (chultunes), aguadas (poços pouco profundos, alguns dos quais de origem artificial), e, acima de tudo, os cenotes. A palavra, de origem maia, designa uma espécie de poço natural, uma cavidade aberta devido ao colapso do terreno cársico que formou a região. Milhares de cenotes espalham-se pelo território.

O sítio arqueológico de Tulum, onde existiu já um porto muito activo, foi refúgio em períodos de seca. Foto © Nair Alexandra

 

Estes tinham, ainda, um papel simbólico: mostravam ao indivíduo o “mundo inferior” para onde partia aquele que morria. Mas, passado algum tempo no submundo, cada pessoa regressava à terra – não se tratava da “reencarnação”, tal como ela é entendida pelas religiões orientais, mas do recomeço da existência.

A água, sempre: “A cidade junto ao poço dos Itzáes” [uma das dinastias maias], eis a tradução aceite para o nome daquele que foi um dos maiores centros urbanos da região. Situada no centro norte do Iucatão, Chichén Itzá foi um conjunto muito complexo: aqui residiram a família real, burocratas, sacerdotes, guerreiros, mercadores e produtores de alimentos.

No período áureo, em que a cidade funcionava como um centro de trocas comerciais, dezenas de estradas uniam conjuntos residenciais, depressões onde se encontrava a água preciosa, campos cultivados e, sobretudo, os edifícios monumentais, numa vasta área de 30 quilómetros quadrados. E são os monumentos que se destacam nesta antiga cidade que terá sido densamente povoada, sobretudo no período pós-clássico (atingindo o auge entre 900 e 1050), apesar de a sua ocupação remontar a séculos anteriores à era cristã. Impressiona a dimensão destes monumentos, profusamente esculpidos – as artes, entre os maias, atingiram níveis de qualidade impressionante (Chichén Itzá reflecte influências de outras culturas mesoamericanas, como a tolteca).

 

Os monumentos de Chichén Itzá

O aro através do qual o praticante deveria esforçadamente lançar uma bola pesada (sem usar os pés), no campo do jogo da pelota: Foto © Nair Alexandra

 

De grande importância é, ainda, o alinhamento rigoroso da arquitectura monumental, privilegiada numa civilização que desenvolveu fortemente a matemática, a astronomia e a escrita, criando vários tipos de calendários, incluindo o de 365 dias. Na visão cósmica e religiosa da cultura maia, os fenómenos astronómicos e os ciclos naturais tinham forte influência na vida humana, sendo o tempo o resultado da acção de várias divindades do vasto panteão maia. É também neste conceito que entram os sacrifícios humanos aos deuses, como o lançamento de pessoas aos cenotes ou o ritual do jogo da pelota.

E detenho-me perante o vasto campo deste jogo, com um aro através do qual o praticante deveria esforçadamente lançar uma bola pesada (sem usar os pés). Há muitos mais, mas as colunas do Templo dos Guerreiros atraem-me o olhar. Nova surpresa: o Templo-observatório chamado El Caracol, uma semelhança flagrante com os observatórios modernos. Na relva cortada rente, duas iguanas de pele azul-clara estendem-se ao calor, indiferentes aos olhares, às fotos de câmaras e telemóveis, indiferentes à riqueza de um passado longínquo.

Templo-observatório El Caracol, uma semelhança flagrante com os observatórios modernos. Foto © Nair Alexandra

 

Não longe das iguanas, duas enormes serpentes de pedra ladeiam a escadaria do Castelo ou Templo de Kukulcán. Esta pirâmide alta tem, de cada lado das suas enormes escadarias, o relevo sinuoso de uma serpente cujo nome, Kukulcán, não é mais que a versão maia de Quetzalcóatl, a serpente emplumada. Em dias de equinócio o seu desenho ondeado é iluminado de modo a que a luz o reflicta. Um pormenor? Essencial, já que o efeito observado terá atraído cerca de 18 mil pessoas no último equinócio da Primavera.

A cultura maia inclui a bela escrita hieroglífica, mais de uso simbólico do que prático. A história de como estes sistemas chegaram ao nosso conhecimento até ao século XX, dando trabalho árduo aos arqueólogos, inclui, entre outros, os típicos viajantes românticos ocidentais, como o embaixador norte-americano John Lloyd Stephens e o artista britânico Frederick Catherwood, que, com a ajuda de mulas, atravessaram florestas densas; envolve o arqueólogo Edward H. Thompson, que comprou o território de Chichén Itzá, explorando-o à sua vontade até o Estado mexicano pôr cobro aos seus excessos; e abarca a especialista russa Tatiana Proskouriakoff, que dedicou uma boa parte da sua vida a descodificar os hieróglifos maias, à sombra destes testemunhos de pedra. E inclui grande evolução do conhecimento entre os anos 1960-70 do século XX – não esquecendo os estudos de Alberto Ruiz Lhulier que, nos anos de 1950, traz nova luz sobre esta civilização ancestral. Mas envolve também uma das muitas histórias nas quais o genocídio dos povos levado a cabo por colonizadores europeus foi acompanhado pela destruição cultural.

No último equinócio da Primavera, 18 mil pessoas viram o desenho ondeado da serpente Kukulcán, versão maia de Quetzalcóatl, a serpente emplumada. O relevo sinuoso é iluminado de modo a que a luz o reflicta. Foto © Nair Alexandra

 

Diego de Landa, de perseguidor a cronista

Em 1549 chega ao Iucatão o frade franciscano Diego de Landa, que virá a ser provincial da sua ordem. Na sua tentativa de converter os maias à fé católica, manda destruir milhares de ídolos e de manuscritos. Mesmo para os conceitos da época, a sanha de Diego de Landa determina o seu regresso a Espanha, onde é duramente julgado pelo Conselho das Índias. Anos mais tarde voltará ao Caribe, onde reúne os conhecimentos sobre os maias que teve de adquirir para os atacar e redige uma compilação daquilo que aprendeu. Por outras vias surgem os códices maias, cada um com a sua história e com informação relevante sobre os calendários ou a escrita. Acrescente-se o Popol Vuh, um texto descrito como a interpretação das crenças mitológicas maias. Terá sido escrito em meados do século XVI, na área de Santa Cruz do Quiché (Guatemala).

Na época das viagens oceânicas, os navegadores deixaram-se fascinar por uma civilização feita não só de monumentos ou de rituais, mas também de incontáveis peças de obsidiana, jade e pedra, paredes pintadas em profusão ou pelas casas simples, cobertas de colmo. O encanto veio antes da diabolização do que era estranho à cristandade.

Hoje, no mundo global, entre as águas turquesas do Caribe, o esforço de proteger o ambiente, mas também a pressão do turismo de massas poderão ajudar a preservar a cultura maia? Ou antes fossilizá-la e reduzi-la à visão de uma velharia preciosa? Que, ainda por cima, rende dinheiro. À medida que a sua singularidade for submergida pelos clichés sobre o México, tão copiados e estafados como os inúmeros retratos de Frida Kahlo em cada esquina.

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Sete Partidas

Visto e Ouvido

Agenda

Dez
10
Ter
Apresentação do livro “Os dons do Espírito Santo”, de frei João de São Tomás @ Livraria da Universidade Católica Portuguesa
Dez 10@17:30_18:30

O livro será apresnetado por Manuel Cândido Pimentel, professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Dez
11
Qua
Apresentação do livro “John Henry Newman”, de Paolo Gulisano @ Capela do Rato
Dez 11@21:15_22:15

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Dez
14
Sáb
3º Concerto de Natal da Academia de Música de Santa Cecília @ Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Dez 14@21:00_22:30

Entrada gratuita mediante o levantamento de bilhetes nos Postos de Turismo de Mafra e Ericeira

 

A Academia de Música de Santa Cecília, escola de ensino integrado de música, apresenta o seu terceiro concerto de Natal nos dias 14 e 15 de Dezembro, no Palácio Nacional de Mafra, classificado recentemente como Património Cultural Mundial da UNESCO.

Neste concerto participa um coro constituído por 250 crianças e jovens dos 10 aos 17 anos e uma orquestra de cordas de alunos da escola, a soprano Ana Paula Russo e ainda o conjunto, único no mundo, dos seis órgãos da Basílica de Mafra.

No programa estão representados vários compositores nacionais e estrangeiros, destacando-se a obra “Seus braços dão Vida ao mundo”, sobre um poema de José Régio, da autoria da jovem Francisca Pizarro, aluna finalista do Curso Secundário de Composição da Academia de Música de Santa Cecília.

O concerto assume especial importância não apenas pela singularidade do conjunto dos seis órgãos do Palácio Nacional de Mafra mas também pela dimensão do número de jovens músicos envolvidos.

A relevância do concerto manifestou-se em edições anteriores (2016 e 2017), pela sua transmissão integral na RTP2, tendo o concerto de Natal de 2017 sido difundido em directo para a União Europeia de Rádio. O concerto tem o patrocínio da Câmara Municipal de Mafra.

Programa do concerto

Arr. Carlos Garcia (1983)
Ó Pastores, Pastorinhos (tradicional de Alferrarede)

Francisca Pizzaro (2001)
Seus braços dão Vida ao mundo (sobre um poema de José Régio), obra em estreia absoluta, encomendada para a ocasião; Francisca Pizarro é aluna do curso secundário de Composição da AMSC

Arr. Fernando Lopes-Graça (1906-1994)
O Menino nas Palhas (tradicional da Beira Baixa)

Eurico Carrapatoso (1962)
Dece do Ceo (sobre um poema de Luís de Camões)

Arr. Carlos Garcia
Gloria in excelsis Deo (tradicional francesa) *

Franz Xaver Gruber (1787-1863) Arr. Carlos Garcia
Stille Nacht

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Alleluia, do moteto Exsultate, jubilate

Tradicional francesa
Quand Dieu naquit à Noël

Louis-Claude Daquin (1694-1772)
Noël X

Arr. Malcolm Sargent (1895-1967)
Zither Carol (tradicional da República Checa)

Tradicional do País de Gales
Deck the Halls

John Henry Hopkins Jr. (1820-1891); Arr. Martin Neary (1940)
We three Kings

Arr. Mack Wilberg (1955)
Ding! Dong! Merrily on High (tradicional francesa)

Arr. David Willcocks (1919-2015)
Adeste Fideles (tradicional), com a participação do público.

CANTORES E MÚSICOS
Ana Paula Russo, soprano

Ensemble Vocal da AMSC
Coro do 2º Ciclo da AMSC
Coros do 3º Ciclo e Secundário da AMSC

Orquestra de Cordas da AMSC
Pedro Martins, percussão

Rui Paiva, órgão da Epístola
Flávia Almeida Castro, órgão do Evangelho
Carlos Garcia, órgão de S. Pedro d’Alcântara
João Valério (aluno da AMSC), órgão do Sacramento Liliana Silva, órgão da Conceição
Afonso Dias (ex-aluno da AMSC), órgão de Sta. Bárbara

Carlos Silva, direcção da orquestra

António Gonçalves, direcção

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