
Com esta acção, a RSF reclamou a libertação imediata dos detidos, incluindo o fundador e proprietário do jornal, Jimmy Lai. Foto: Direitos reservados.
Representantes da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) encenaram nesta sexta-feira, 25, diante das embaixadas da China em Paris e Berlim, o enterro simbólico do Apple Daily, o jornal de Hong Kong que, na véspera, foi obrigado a fechar depois de as autoridades terem detido o seu proprietário e vários editores e jornalistas, e congelado os bens da empresa.
Com esta acção, a RSF reclamou também a libertação imediata dos detidos, incluindo o fundador e proprietário, Jimmy Lai, distinguido com o Prémio RSF 2020 para a Liberdade de Imprensa.
Ao mesmo tempo, a acção pretendia alertar contra o risco urgente de morte da liberdade de imprensa em Hong Kong. “As democracias não podem continuar a assistir passivamente enquanto o regime chinês erode sistematicamente o que resta dos meios de comunicação independentes” em Hong Kong, “como já fez no resto do país”, diz a RSF.
Depois do “funeral” do Apple Daily, pode seguir-se o da liberdade de imprensa no território, diz a organização defensora da liberdade de imprensa e dos jornalistas. “É tempo de a comunidade internacional agir de acordo com os seus próprios valores e obrigações e defender o que resta da imprensa livre em Hong Kong, antes que o modelo de controlo de informação da China reclame outra vítima.”










