Repressão contra jornalistas aumentou durante a pandemia

| 21 Abr 20

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou esta terça-feira, 21, o aumento da repressão contra os jornalistas em diversos países, na sequência da pandemia de covid-19. Os RSF acusam nomeadamente a China, por censurar a cobertura mediática do tema, e os EUA e Brasil, por atitudes de incitamento ao ódio contra os jornalistas, por parte dos líderes políticos.

No seu relatório anual, a RSF afirma que a China procurou estabelecer “uma nova ordem mundial para os media através do hipercontrolo da informação”, defendendo que este controlo contribuiu para que os restantes países não tivessem percebido as verdadeiras dimensões da pandemia em tempo útil.

A organização acusa vários países de aprovarem leis que “seria impossível aprovar em tempos normais”, dando o exemplo do Iraque, em que as autoridades locais retiraram a licença de trabalho à agência Reuters durante três meses na sequência de uma notícia que colocava em causa números oficiais do governo, ou da Hungria, onde entrou em vigor uma lei que pune os jornalistas com pena de prisão de até cinco anos por “informação falsa”.

Portugal subiu dois lugares no “Índice 2020” para a liberdade de imprensa em todo o mundo, sendo considerado o 10º país, em 180, onde a liberdade de imprensa é mais respeitada. O pódio é ocupado pela Noruega, Finlândia e Dinamarca.A situação foi considerada “satisfatória” ou “boa” em apenas 26% dos países.

Artigos relacionados

Pin It on Pinterest

Share This