A violência policial sobre as manifestações pacíficas que desde agosto têm tido lugar em toda a Bielorrússia em protesto contra a falsificação dos resultados das eleições presidenciais, já provocou inúmeros mortos e arrastou para as prisões do regime de Alyaksandr Lukashenko mais de 27.000 pessoas, algumas delas sujeitas a tortura.
De acordo com um relatório da Amnistia Internacional, divulgado nesta quarta-feira, 27, o sistema judicial bielorrusso ainda não deu sequência a nenhuma das mais de 900 queixas que lhe foram entregues, acusando a polícia e os serviços secretos de torturarem ativistas detidos. Pelo contrário, ainda segundo o relatório sobre a violência policial e o sistema judicial da Bielorrússia, tem identificado os queixosos junto das forças de repressão para que estas os prendam.
Lukashenko está no poder há 26 anos e recusa-se a aceitar a derrota que, de acordo com os seus opositores, sofreu nas presidenciais de agosto de 2020. É apoiado por Moscovo e Pequim. A UE já interditou mais de 80 dirigentes e altos funcionários bielorrussos de viajar no espaço comunitário e congelou todos os bens por eles detidos na UE.










