A Presidência da Nigéria anunciou a libertação de, pelo menos, 308 pessoas, que tinham sido raptadas nos estados ocidentais de Níger e Kwara, assolados pela violência de gangues e grupos jihadistas.
Segundo as autoridades nigerianas, num comunicado divulgado na quarta-feira à noite, de acordo com a notícia da agência Lusa, esta foi “a maior operação de resgate num só dia alguma vez realizada por uma equipa conjunta de segurança”.
Os dados revelam que 163 pessoas foram resgatadas na comunidade de Woro, na cidade de Kaiama, em Kwara, e 145 na floresta do Parque Nacional do Lago Kainji, no Níger, detalhou o conselheiro especial para Informação e Estratégia, Bayo Onanuga.
“O sucesso desta operação, baseada em informações de inteligência, demonstra a crescente eficácia e colaboração entre os nossos serviços de segurança. Felicito os nossos bravos homens e mulheres fardados pela sua coragem e pelo seu compromisso inabalável em proteger a vida dos nigerianos”, afirmou o Presidente Tinubu.
Segundo o comunicado, o Chefe de Estado ordenou ainda que as agências de segurança e outros organismos envolvidos reforcem os sistemas de alerta precoce e as capacidades de resposta rápida, além de melhorarem a recolha de informações nas comunidades.
As vítimas estão a receber cuidados médicos e primeiros socorros num centro médico e, após a avaliação, devem ser libertadas para os respetivos governos estaduais para se reunirem com as suas famílias.
Como recorda a Lusa, alguns estados da Nigéria, particularmente nas regiões centro e noroeste, sofrem ataques constantes de “bandidos”, termo utilizado pelas autoridades para descrever os gangues criminosos que cometem agressões e raptos em massa para obter resgates, que as autoridades classificam por vezes como “terroristas”.
A insegurança é agravada pela atividade do grupo jihadista Boko Haram, ativo no nordeste do país desde 2009, bem como pela do seu grupo dissidente, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental, que surgiu em 2016. No noroeste, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico da Província do Sahel, também realiza ataques nos estados de Kebbi e Sokoto há vários anos.
Em meados de abril, a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional estimou que pelo menos 1100 pessoas tenham sido raptadas por homens armados ou grupos jihadistas no norte da Nigéria só este ano.






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