
“Instalados uma hora antes do início da missa, presidida pelo Papa, a Francisca e o Nuno percorriam o espaço, assistindo às brincadeiras dos doutores palhaços que circulavam pelos corredores e aos cânticos dos coros de crianças que já se ouviam.” Foto: Francisca e Nuno, netos de Cecília Vaz Pinto, em Roma. Foto DR
Logo após o anúncio, a 8 de Dezembro, da primeira Jornada Mundial das Crianças, cresceu uma enorme vontade de corresponder ao desejo do Papa Francisco. Agradecendo por ser avó de duas crianças, embora crianças muito pequenas, de 4 e quase 2 anos, o que colocava um enorme desafio.
Será que para as crianças fará a diferença? E em quê? E como poderão participar com esta idade?
Desafio aceite com o coração, mais do que com respostas e desafio também aceite pelos pais, inscrevemo-nos no site da jornada. Conhecido o programa, optámos por participar apenas no segundo dia, que decorria na Praça de S Pedro, com toda a abertura de espírito para qualquer que fosse a reação das crianças.
À Francisca, de 4 anos, fomos falando do Papa Francisco e ela já o identificava como um amigo especial de Jesus. A 26 de Maio, transportando bandeiras de Portugal, entrámos na Praça de S Pedro onde já estavam, e não paravam de chegar cada vez mais, crianças de todas as idades enchendo a Praça de alegria e cor. Instalados uma hora antes do início da missa, presidida pelo Papa, a Francisca e o Nuno percorriam o espaço, assistindo às brincadeiras dos doutores palhaços que circulavam pelos corredores e aos cânticos dos coros de crianças que já se ouviam.
Fixar a atenção em toda a missa era missão impossível, mas a homilia breve e interativa com as crianças chamadas a responder e a repetir o que o Papa lhes pedia, colocando toda a força na expressão o “Espírito Santo é Quem nos acompanha na vida”, deu um tom de comunhão e participação que se sentia e ouvia em todos, crianças e adultos que nos rodeavam.
A presença do Papa Francisco foi o que senti que teve mais impacto na experiência da Francisca, que no final ficou junto a uma das barreiras por onde o Papa passou duas vezes. Revelou, no entanto, um pequeno desapontamento, porque ela tinha ficado contente por ver o Papa, “mas o Papa não [a] viu”. Alguém depois lhe explicou que sim, que o Papa via todos os meninos e isso tranquilizou-a. Ficou assim sem dúvida uma ligação ao Papa Francisco, e também ao local e à Basílica de S Pedro, essa “casa do Jesus que era a maior de todas”.
Viver esta experiência em família deixou-nos memórias únicas e que serão sem dúvida importantes no crescimento com Jesus da Francisca e do Nuno, mas também na vida de cada um. Apesar da idade das crianças, foi um desafio que a todos encheu de alegria por o termos vivido, correspondendo a esse grande desejo do Papa Francisco de concretizar esta primeira Jornada Mundial das Crianças.
Fica agora a vontade de voltar a Roma para a segunda Jornada, em Setembro de 2026! E que sejamos muitos mais a corresponder a este desejo!
Cecília Vaz Pinto é médica, avó da Francisca e do Nuno e integra a comunidade da Capela do Rato (Lisboa).










