Hans Zollner em Fátima e Braga

Responsável do Vaticano no combate aos abusos sexuais faz formações em Portugal

| 27 Mai 21

Hans Zollner

Hans Zollner. Foto © Rebecski/Wikimedia Commons

 

O padre Hans Zollner, presidente do Centro para a Proteção de Menores, do Vaticano, integrado no Instituto de Psicologia da Universidade Pontifícia Gregoriana, estará nos próximos dias em Portugal a dirigir várias acções de formação sobre como lidar com os abusos sexuais de membros da Igreja e melhorar a protecção de menores.

No sábado, 29 de Maio, em Fátima, Zollner estará com bispos e membros das comissões diocesanas que, nos últimos anos, foram nomeadas para este sector, por determinação do Papa Francisco. O padre jesuíta, que é também membro da Comissão Pontifícia para a Tutela dos Menores, desde a sua criação em 2014, desenvolverá dois temas, informa a Ecclesia:

“A protecção de menores e de pessoas vulneráveis como parte integrante da missão da Igreja”; e “A missão das comissões diocesanas para a protecção de menores e de pessoas vulneráveis”.

Segunda-feira, 31, o padre Zollner falará aos superiores das congregações religiosas em Portugal e, na terça, 1 de Junho, falará ao clero de Braga, também com os mesmos temas.

A CEP publicou no início do ano as suas novas directrizes para a “protecção de menores e adultos vulneráveis”, nas quais se pede uma atitude de vigilância nas várias actividades pastorais e de colaboração com as autoridades.

“Os menores e os mais vulneráveis merecem ser tutelados por todos os meios à disposição, não só da Igreja, mas também da sociedade, dando especial importância à colaboração com as autoridades civis e recorrendo a especialistas qualificados de várias áreas disciplinares”, refere o documento.

As normas do Vaticano para estes casos, que são integradas no documento português, prevêem a obrigação de notificar as autoridades civis sobre eventuais denúncias e investigações prévias abertas, no respeito pelas leis do Estado e pela “vontade da presumível vítima”, neste caso, também, “encorajando-a, no exercício dos seus deveres e direitos perante as autoridades estatais”.

 

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