Responsável pelo massacre de jesuítas em El Salvador condenado a 133 anos de prisão

| 14 Set 20

Na Universidade Centro-Americana, ‘O jardim das rosas’ recorda o lugar onde aconteceu os assassinatos (Centro Monsenor Romero)

Na Universidade Centro-Americana, ‘O jardim das rosas’ recorda o lugar onde aconteceram os assassinatos. Foto: Companhia de Jesus, Brasil.

 

A justiça espanhola condenou o ex-coronel e vice-ministro Inocente Orlando Montano Morales a 133 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de cinco jesuítas espanhóis, num massacre que foi perpetrado pelas Forças Armadas salvadorenhas no campus da Universidade Centro-Americana (UCA) José Simeón Cañas, em 16 de novembro de 1989. Entre as vítimas do crime, estava Ignacio Ellacuría, um dos expoentes da teologia da libertação da época.

A Audiência Nacional de Madrid, tribunal espanhol que julgou o caso, considerou provado que os assassinatos “foram urdidos, planeados e ordenados pelos membros do Alto Comando das Forças Armadas, órgão ao qual pertencia Inocente Montano na sua condição de vice-ministro de Segurança Pública”, tendo estabelecido uma pena de 26 anos e oito meses por cada um dos delitos, avançou a agência AFP na passada sexta-feira, 11 de setembro, depois de ter tido acesso à leitura da sentença.

Montano, 77 anos, extraditado para Espanha em 2017, compareceu ao julgamento (que se realizou no dia anterior) e negou ter participado na reunião “na qual se deu a ordem para matar os padres”. A sua defesa alegou ainda que os factos estavam prescritos segundo as leis salvadorenhas, mas o tribunal considerou que os mesmos continuam a ser puníveis em Espanha, onde a investigação de iniciou em 2009.

Em El Salvador, apenas tinham sido julgados os militares acusados de ser os autores materiais do crime, os quais saíram em liberdade em 1993 devido a uma lei de amnistia. Um deles, o ex-tenente Yusshy René Mendoza, foi agora uma das testemunhas-chave no julgamento de Montano.

 

‘Caminho Minhoto Ribeiro’ reconhecido pelos arcebispos de Braga e Santiago

Em ano Xacobeo

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A cidade de Braga foi palco, nesta sexta-feira, 17, da declaração oficial de reconhecimento do Caminho Minhoto Ribeiro por parte dos arcebispos de Braga e de Santiago de Compostela, depois de esse processo ter decorrido já por parte das autarquias do lado português e galego. Na conferência que decorreu em Braga, cidade que é ponto de partida dos dois itinerários que compõem este Caminho, foi igualmente feita a apresentação da investigação documental que fundamenta este novo percurso, a cargo do professor e historiador galego Cástor Pérez Casal.

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Só a capacidade de nos maravilharmos sustenta a resistência à crueldade e ao horror

Edgar Morin em entrevista

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“Se formos capazes de nos maravilhar, extraímos forças para nos revoltarmos contra essas crueldades, esses horrores. Não podemos perder a capacidade de maravilhamento e encantamento” se queremos lutar contra a crise, contra as crises, afirmou Edgar Morin à Rádio Vaticano em entrevista conduzida pela jornalista Hélène Destombes e citada ontem, dia 18 de setembro, pela agência de notícias ZENIT

A votar, a votar!

[Segunda leitura]

A votar, a votar! novidade

“Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro que ouvi isto na passada terça-feira, dia 14 de setembro. Assim mesmo, sem tirar nem pôr, na abertura de um noticiário na rádio: “Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro.

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