AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Um dos "pais" da União Europeia

Robert Schuman: Vaticano reconhece “virtudes heroicas” para a beatificação

| 19/06/2021

Robert Schuman

Robert Schuman. Foto: Direitos reservados.

 

O Papa Francisco deu este sábado, 16, luz verde ao processo de beatificação de Robert Schuman, um dos arquitetos da União Europeia. O decreto que a Congregação para a Causa dos Santos foi autorizada a assinar inclui também o nome da monja espanhola María Stella de Jesús (1889-1982).

Schuman, que nasceu no Luxemburgo mas viveu grande parte da vida em França, sonhou, juntamente com Jean Monet, com uma Europa sem fronteiras. Começou por confrontar-se com os inconvenientes das fronteiras no seu quotidiano, quando era jovem e tinha de submeter-se quase quotidianamente ao controlo para circular de bicicleta na zona em que habitava, como revelou o seu amigo Robert Muller, numa entrevista que o 7MARGENS publicou recentemente.

Pode dizer-se que “as virtudes heroicas” que foram tidas em conta para o processo de beatificação agora assumido pelo Vaticano são, neste caso, as inerentes à atividade e ao compromisso de Schuman no campo da política.

Segundo a Igreja Católica em França, que instruiu localmente o processo de beatificação em 2004, foi o bispo de Metz, um alemão, que, no final da Grande Guerra 1914-18, o convenceu a meter-se na vida política, marcada pelo anticlericalismo, ele que era um católico convicto.

Em 1940, Schuman foi deportado para a Alemanha, mas conseguiu escapar-se e regressar a França para se juntar à Resistência contra os nazis. Abraçou a atividade política, que passou por assumir o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, como se se tratasse de “um apostolado”. Dotado de uma profunda vida interior que iluminava a sua ação, ficou na memória de alguém com quem partilhou responsabilidades governamentais, como “o tipo de verdadeiro democrata, imaginativo e criador, combativo na sua doçura, sempre respeitoso da pessoa, fiel a uma vocação interior que dava sentido à vida”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Depressa passas de bestial a besta”

[Lugar (in)comum]

“Depressa passas de bestial a besta” novidade

“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber

[Entre Margens]

A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber novidade

Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência

Esta terça-feira, 7 outubro

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidade

A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This