
Desde 2018, cerca de dez bispos católicos foram nomeados e consagrados na China, e Pequim reconheceu oficialmente o papel público de vários bispos não reconhecidos anteriormente. Foto © Vatican Media
A Santa Sé e a República Popular da China concordaram em estender por mais quatro anos o “acordo provisório” sobre a nomeação de bispos, assinado pela primeira vez em setembro de 2018 e renovado por dois anos em 2022, anunciou esta terça-feira, 22 de outubro, a sala de imprensa do Vaticano.
“Tendo em conta o consenso alcançado para uma aplicação efetiva do Acordo Provisório relativo à Nomeação dos Bispos, após as devidas consultas e avaliações, a Santa Sé e a República Popular da China concordaram em prorrogar a sua validade por mais um quadriénio a partir da presente data”, pode ler-se no comunicado.
Este acordo, cujo teor completo nunca chegou a ser revelado, pôs fim a décadas de ordenações episcopais sem consentimento papal. Desde 2018, cerca de dez bispos católicos foram nomeados e consagrados, e Pequim reconheceu oficialmente o papel público de vários bispos não reconhecidos anteriormente.
Outros sinais de cooperação entre os dois Estados – que haviam terminado as relações diplomáticas em 1951 – têm sido a presença de bispos da China continental nos Sínodos no Vaticano e noutros encontros na Europa e na América, nomeadamente na Jornada Mundial da Juventude do ano passado em Lisboa, e também a participação de fiéis chineses nas viagens apostólicas feitas pelo Papa Francisco ao Oriente nos últimos anos.
No documento em que anuncia a prorrogação do acordo por mais quatro anos, a partir desta terça-feira, o Vaticano afirma estar empenhado em “prosseguir o diálogo respeitoso e construtivo com a Parte Chinesa” tendo em conta o “desenvolvimento das relações bilaterais tendo em vista o bem em benefício da Igreja Católica na China e de todo o povo chinês”.









