Santa Sé na ONU: Urge combater “pena da maternidade” para as mulheres

| 26 Mar 21

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Francesca di Giovanni diz que se deve garantir “a presença da mulher, especialmente onde são tomadas decisões importantes”. Foto: Direitos Reservados.

“A sociedade deve combater a ‘pena da maternidade’ que inibe as mães de continuar os seus estudos ou que lhes cria desvantagens no trabalho em relação aos colegas do sexo masculino.” A posição foi tomada esta semana por Francesca di Giovanni, subsecretária para o Setor Multilateral da Secção de Relações com os Estados, da Santa Sé, ao intervir na 65ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Na sua intervenção, Di Giovanni reconheceu que foram feitos esforços importantes ao longo dos últimos 25 anos, nos âmbitos local, nacional e internacional, para “prevenir e punir a violência contra mulheres e meninas”. “Contudo, muito há ainda a fazer”, acrescentou, aludindo desde logo ao facto de, em plena pandemia, o confinamento ter coincidido com o aumento das chamadas para linhas de ajuda contra violência doméstica.

A responsável referiu ainda o abuso e exploração por meio do tráfico de seres humanos, particularmente tráfico sexual – com as mulheres a serem agredidas, violadas, exploradas e, por vezes, até forçadas a abortar. E insurgiu-se ainda contra o facto de a mulher ser tornada objeto e mercadoria na pornografia. “Esses problemas – observou a responsável do Vaticano – exigem um compromisso renovado para eliminar a violência persistente e generalizada.”

Em nome da Santa Sé, Francesca di Giovanni afirmou ainda a importância e a urgência da promoção das mulheres para que possam realizar todo o seu potencial e contribuir para o bem comum da sociedade. “Em todas as expressões da vida em sociedade, também deve ser garantida a presença da mulher, especialmente onde são tomadas decisões importantes. Infelizmente, muitas sociedades ainda estão longe de refletir claramente a igual dignidade das mulheres”, concluiu.

 

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