
Nos primeiros três meses do ano, houve seis homicídios voluntários em contexto de violência doméstica, quatro mulheres e dois homens – mais um caso do que no mesmo período de 2020. Foto: Direitos reservados.
Os crimes de violência doméstica participados às autoridades no primeiro trimestre de 2021 tiveram uma quebra de 13% em relação ao mesmo período de 2020, mas há já seis homicídios a registar, de acordo com as estatísticas oficiais divulgadas esta sexta-feira, 21 de Maio.
Segundo os dados trimestrais divulgados pelo Governo, nos primeiros três meses do ano foram registadas 5.517 ocorrências participadas à PSP e à GNR. De acordo com a Lusa, citada pela TSF, isto equivale a menos 13,2% do que as 6.358 em igual período de 2020, e também menos do que as 5.981 no último trimestre de 2020.
Nos primeiros três meses do ano, houve seis homicídios voluntários em contexto de violência doméstica, quatro mulheres e dois homens – mais um caso do que no mesmo período de 2020.
Na comparação homóloga, há mais 7,3% de reclusos por crimes de violência doméstica (1.112 contra 1.036 em 2020), dos quais 236 em prisão preventiva (mais 14,6%) e 876 em cumprimento de prisão efetiva (mais 5,5%).
Aumentou também o número de medidas de coação aplicadas para afastamento dos agressores. Entre janeiro e março deste ano, havia um total de 832 destas medidas em vigor, mais 24% do que as 671 de 2020.
Quanto à integração de pessoas em programas para agressores, há um aumento total de 41,1%, dos 1.386 nos primeiros três meses de 2020 para os 1.955 no primeiro trimestre deste ano.
A PSP registou menos participações de casos de violência doméstica enquanto o país estava mais confinado mas, assim que foram aliviadas as medidas de restrição, os registos subiram.
Em declarações à TSF, o coordenador nacional do policiamento de proximidade, Hugo Guinote, sublinhou que o consumo de álcool potencia a violência por ser um “desinibidor comportamental”.
A PSP está a receber formação para lidar de melhor forma com situações de violência doméstica, na qual “60% da carga do curso é de conteúdos da área da Psicologia e da Psiquiatria”.
O objetivo é facilitar a interação dos agentes em momentos de “ansiedade e pico de tensão”, dotando-os das ferramentas necessárias para aumentar a proteção das vítimas.










