Igreja particularmente ameaçada

Seis religiosos, um padre e um professor católicos raptados no Haiti

| 26 Fev 2024

Um carro queimado serve de barricada em uma rua de Porto Príncipe. Foto UN News

Um carro queimado serve de barricada numa rua de Porto Príncipe. Foto © UN News

 

Um padre que acabava de celebrar missa na capela de N. Sra de Fátima, seis Irmãos do Sagrado Coração e um professor leigo que se dirigiam para a escola católica João XXIII, ambas no centro de Porto Príncipe (capital do Haiti), foram raptados na passada sexta-feira por um gangue que está neste momento a exigir à Igreja Católica do Haiti elevados resgates para libertá-los, adianta esta segunda-feira, 26 de fevereiro, o jornal Crux.

Fonte da Conferência dos Bispos Haitianos que está a participar nas negociações com os sequestradores disse àquele jornal que o resgate inicial exigido era “bastante alto”, mas “está a começar a diminuir” na sequência dos diálogos encetados.

No meio da onda de violência que assola o país, e em particular a capital, os padres e religiosos têm sido frequentemente alvo de sequestros por grupos criminosos, “seduzidos pela crença de que a Igreja haitiana é rica e pode pagar resgates”, assinala por seu lado o Vatican News.

O último sequestro de missionários católicos tinha acontecido há cerca de um mês, quando seis religiosas da Congregação de Sant’Ana foram levadas por homens armados, também em Porto Príncipe, tendo acabado por ser libertadas cinco dias depois.

Já no passado dia 18 de fevereiro, o bispo Pierre-André Dumas, vice-presidente da Conferência Episcopal Haitiana, ficou ferido na sequência de uma explosão na casa onde se encontrava hospedado durante a sua visita à capital do país [ver 7MARGENS].

De acordo com o Vatican News, o bispo de Anse-à-Veau e Miragoâne foi entretanto submetido a duas cirurgias, “está melhor e já começou a alimentar-se”, e será transferido para um hospital em Miami (EUA).

 

É preciso resolver crise de segurança antes de organizar eleições

Entrevistado pelo Crux, o padre Firto Régis, que reside em Carrefour, uma cidade que fica 16 km a oeste de Porto Príncipe, explicou que “há uma terrível crise de segurança em curso e as pessoas só querem que [o primeiro-ministro] Henry vá embora. O problema é que eleições são impossíveis neste momento. Não há vida política real no país neste momento”. Assinalando que os partidos políticos existentes estão desorganizados e que não há líderes capazes de galvanizar o apoio popular massivo, Régis considera que seria necessário “preparar politicamente a sociedade e lidar com a crise de segurança antes de organizar as eleições”.

A Igreja Católica – assinala – tem sido uma das poucas instituições a manter o seu trabalho no meio do caos. “Os membros da Igreja continuam presentes em locais muito perigosos. É o caso da escola João XXIII, por exemplo. Está localizada num pequeno enclave de paz cercado por bairros controlados por gangues”, disse, referindo-se ao local onde trabalham os seis religiosos e o professor agora raptados.

Para o padre Régis, não há uma saída fácil para a crise atual. “O povo está desmobilizado e desmotivado no que diz respeito à política haitiana. Toda a gente só quer sair do país”, conclui.

 

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