
Professor universitário, ensaísta, crítico literário e filósofo, Manuel Antunes nasceu na Sertã a 3 de novembro de 1918. Foto © Câmara Municipal da Sertã.
Os 104 anos do nascimento do padre Manuel Antunes, uma das figuras mais relevantes na história recente da Sertã, serão assinalados esta quinta-feira, 3, naquele município, com diversas atividades que visam homenagear a sua vida e obra. Entre elas, a estreia do documentário “Pensador luminoso”, que inclui imagens e testemunhos inéditos sobre o padre jesuíta e um dos mais destacados pedagogos do século XX português.
O dia de homenagem inicia-se pelas 10h, com a inauguração da exposição “Pe. Manuel Antunes: o regresso às raízes”, na Biblioteca Municipal da Sertã, seguindo-se, às 11h, o debate “O Homem-Espuma aos olhos dos jovens da Sertã”, coordenado pelo professor e investigador José Eduardo Franco.
A tarde será marcada pelo percurso literário “Lugares do Pe. Manuel Antunes na Sertã”, que se iniciará às 14h30 e visitará alguns dos locais da vila associados a esta figura. De regresso à Biblioteca Municipal, pelas 17h, serão apresentados os livros “A Rússia em Questão”, “Os Leitores Perguntam, o Pe. Manuel Antunes Responde”, a revista Letras Com Vida, com um dossiê dedicado ao padre Manuel Antunes, e ainda as Atas do Congresso do Pe. Manuel Antunes.
Depois de um lanche literário, pelas 18h30 (no Salão Nobre da Sertã) e de uma Conversa sobre o Pe. Manuel Antunes (no Cineteatro Tasso), acontecerá então a estreia nacional do documentário “Pensador luminoso”, pelas 19h45, no mesmo cineteatro.
O documentário reúne entrevistas inéditas a Manuel Antunes e testemunhos do antigo Presidente da República Ramalho Eanes e do antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, bem como de Eunice Muñoz, Lídia Jorge, Luís Miguel Cintra, entre outros nomes relevantes da Cultura nacional
Professor universitário, ensaísta, crítico literário e filósofo, Manuel Antunes nasceu na Sertã a 3 de novembro de 1918. Aos 13 anos ingressou no Seminário Menor da Companhia de Jesus, em Guimarães, seguindo, em 1936, para o noviciado na Companhia de Jesus, em Alpendorada (Marco de Canaveses). Ali fez a sua primeira profissão religiosa, tendo depois completado os estudos humanísticos e frequentado o Instituto Superior Beato Miguel de Carvalho (hoje Faculdade de Filosofia de Braga), e feito a sua formação em Teologia entre Granada (Espanha) e Namur (Bélgica). Lecionou no Curso Superior de Letras da Companhia de Jesus e, em 1955, rumou a Lisboa para integrar a redação da revista Brotéria, onde já colaborava e que viria a dirigir anos mais tarde (1965-1982).
Em outubro de 1957 o escritor Vitorino Nemésio, na altura diretor da Faculdade de Letras de Lisboa, convidou-o para lecionar as cadeiras de História da Cultura Clássica e História da Civilização Romana naquela instituição. As suas aulas foram seguidas por milhares de estudantes, alguns dos quais nem sequer estavam matriculados nas cadeiras que ele ministrava. Na fase de transição que se seguiu ao 25 de abril de 1974, foi convidado a integrar o Governo com a pasta da Educação, mas recusou. Na sua vasta obra publicada, destacam-se os livros “Do Espírito e do Tempo” (1960) e “Repensar Portugal” (1979).










