Sete Partidas

Vigília

Vigília

Cai a noite. Esta noite é em Berlim. As noites são agora aqui, mas já foram em Coimbra, no Porto, em Lisboa. E estas noites acontecem em todo o mundo, disso tenho a certeza. O que faz um(a) médico(a) passar a noite à volta de um doente que sabe que, após uma primeira avaliação, é quase certo que não vai sobreviver? É quase certo.

Reconhecimento

Reconhecimento

Acredito que o reconhecimento deveria ocupar um lugar mais cimeiro na pirâmide das emoções e dos sentimentos. Os certificados, as medalhas, os prémios, etc, são objetos tangíveis, certamente específicos de determinados momentos e contextos. Mas a sensação de reconhecimento pode chegar de muitas outras formas mais ou menos subtis. Com um e-mail, uma nota de agradecimento, um presente, uma palavra que seja.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

A Guatemala não é um país pobre. Não quando comparado com outros países com que trabalho. Trabalhamos. Ali se observa o chamado “paradoxo da nutrição”. Investimento em massa nas últimas décadas. Governos consecutivos, ONGs e organizações internacionais. Programas armados e orientados por muitos.

Acolher sem porquês

Acolher sem porquês

Eu e o meu namorado vivemos na Alemanha e decidimos desde o início da guerra na Ucrânia hospedar refugiados em nossa casa. Pensámos muito: nenhum de nós tem muito tempo disponível e sabíamos que hospedar refugiados não é só ceder um quarto, é ceder paciência, muita paciência, compreensão, ajuda com documentos…

A paz perpétua

A paz perpétua

Vamos “dançar” o Requiem de Fauré, e ligá-lo à tradição mexicana do Dia de los Muertos. A doçura da abordagem de Fauré, que nos propõe a morte como passagem para o paraíso, e o reencontro festivo com aqueles que amamos e passaram para o lado de lá. Um evento para ver, ouvir, cheirar, saborear e viver em proximidade. 

Páscoa na Arménia

Páscoa na Arménia

Quando andámos a filmar o ARtMENIANS em 2014, pudemos assistir ao #rito da Páscoa da Igreja Arménia: Domingo de Ramos em Etchmiadzin (o “Vaticano” da Igreja Arménia), e Domingo de Páscoa no mosteiro de Gelarde. Recomendo tudo: as celebrações, os cânticos antiquíssimos, a vivência da fé, os cenários. A alegria das crianças no Domingo de Ramos, a festa da ressurreição em Gelarde – e uma solista a cantar numa sala subterrânea, uma das primeiras igrejas cristãs do mundo. 

A Rússia de Kathie Guroff

A Rússia de Kathie Guroff

Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.

Sobreviver a cenários de terror

Sobreviver a cenários de terror

A série Terror em Paris, da Netflix, recorda o ataque terrorista ocorrido em Paris, em 2015. Quando estava a ver este documentário senti-me, naturalmente, perturbado com todos os testemunhos. No entanto, o último episódio dá conta de um par de situações que são de uma enorme comicidade – o que me apanhou completamente de surpresa.

diário

diário

No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?

Desejar a ausência dos outros

Desejar a ausência dos outros

Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.

A estética indizível do Chade

A estética indizível do Chade

Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.

Ser pai no inverno da Estónia

Ser pai no inverno da Estónia

Estou a viver na Estónia há oito anos e fui pai recentemente. Vim para aqui estudar e, como acontece a muitos outros portugueses espalhados por esse mundo, apaixonei-me por uma mulher deste país, arranjei trabalho, casei e o mais recente capítulo da minha história é o nascimento do meu filho, no mês de dezembro de 2021.

As velocidades do tempo

As velocidades do tempo

Joaquim, Jo para os ingleses, é das pessoas mais extraordinárias que conheci em Inglaterra. É construtor civil especializado em transformar sótãos das tradicionais casas ingleses em espaços habitáveis. Levanta-se cedo e toma o pequeno-almoço, a única refeição e pausa que fará até ao jantar. De resto, alimenta-se a café.

E hoje, onde vamos?

E hoje, onde vamos?

Há pouco menos de um mês lançámo-nos em mais uma viagem de carro neste país que nos acolhe. Nove dias, cerca de dois mil quilómetros percorridos. De tudo, no entanto, destacou-se uma pergunta. Uma pergunta livre, sem agenda. Simples. Direta.

SNS ou Gesundheitsamt?

SNS ou Gesundheitsamt?

Muito se tem falado sobre vacinas, obrigatoriedade ou não. Como portuguesa a viver na Alemanha tento observar e perceber os processos que levam a que Portugal tenha 87% da população com duas doses da vacina contra a covid e a Alemanha tenha 69%. E a minha resposta é: SNS.

Na hora da despedida

Angela Merkel

Na hora da despedida

16 anos. No seu último discurso como chanceler, Angela Merkel apontou alguns dos problemas mais graves do nosso tempo, nomeadamente os perigos que a Democracia corre, e a necessidade de lhes responder com firmeza, a importância do diálogo internacional, a importância de ver o mundo com os olhos dos outros. Um testamento político muito digno.

As prateleiras vazias

As prateleiras vazias

Teria eu uns 6 anos quando um dia o meu pai trouxe para casa uma pasta de chocolate Jubileu. Creio que a terá ganho num torneio de cartas, daqueles que se fazem nas aldeias, para angariar fundos para as festas da paróquia. Lembro-me bem disso porque não era nada normal termos acesso a essas lambarices. Na minha memória, o chocolate terá durado uns dias, ou semanas, porque o dividimos em pequenos pedaços. Para render e saborear.

Pronto-a-vestir – Ascensão e queda do sector da moda berlinense

Pronto-a-vestir – Ascensão e queda do sector da moda berlinense

O ataque aos judeus alemães, preparado e perpetrado em todo o país pelos nazis no dia 9 de Novembro de 1938, teve no centro de Berlim um acto de poderoso carácter simbólico: do mesmo modo que em 1933 queimaram livros na praça em frente à universidade, em 1938 fizeram nova fogueira, a poucas centenas de metros dessa praça, para queimar tecidos e modelos do sector da moda berlinense, que se desenvolvera imenso ao longo do século anterior devido ao trabalho pioneiro de empresas de judeus.

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Dia 12 de Outubro foi dia de “Salão Filarmónico” na Kammermusiksaal, em Berlim, e a convidada era Margot Friedländer, uma sobrevivente do Holocausto que fará 100 anos neste dia 5 de novembro. A sessão começou com Dagmar Manzel a cantar canções berlinenses dos anos 20. As canções descontraídas, divertidas, brejeiras que Margot terá ouvido em criança, no tempo da República de Weimar, pouco antes de os nazis chegarem ao poder.

Da personalização do voto

Eleições

Da personalização do voto

Sempre achei confuso e difícil isto de escolher duas coisas com um só boletim de voto. Uma coisa é escolher com que partido ou com que programa de governo me identifico mais, outra coisa é escolher quem é a pessoa ou o partido que eu acho que representa melhor os interesses da minha região no parlamento. Na minha cidade natal, o Porto, aconteceu-me diversas vezes querer votar num partido com um determinado programa de governo, mas achar que o deputado X de outro partido poderia fazer a diferença no Parlamento.

O regresso à escola má

O regresso à escola má

Custa-me imenso falar de educação. A sério. Dói-me. Magoa fundo. O mal que temos tratado a educação escolar nas últimas décadas. Colectivamente. Geração após geração. Incomoda-me a forma como é delegada para planos secundários perante a suposta urgência de temas tão mais mediáticos e populares. Quando nada me parece mais urgente.

É o vírus, estúpido!

É o vírus, estúpido!

No princípio da semana (22 março),  Angela Merkel reuniu com os ministros-presidentes dos estados alemães para tomar decisões sobre o que fazer perante o actual descontrolo da situação na Alemanha. As hesitações dos políticos e os truques que alguns responsáveis regionais arranjaram para iludir as regras combinadas por todos foram fatais para a luta contra a mutação inglesa. Esta terceira vaga está a ser ainda mais rápida e avassaladora do que já se temia.

Viagem ao Sul

Viagem ao Sul

Hoje conto-vos acerca da nossa viagem ao Sul, na semana de Acção de Graças em pleno Novembro de 2020. Um dos aspectos interessantes de viver nos Estados Unidos é a possibilidade de, sem sair das fronteiras do país, encontrarmos de tudo um pouco: desde o inverno gélido de Washington DC aos cenários verdes e húmidos da Geórgia, passando pela secura e aridez do Mississípi.

Vacinas: Criticar sem generalizar

Vacinas: Criticar sem generalizar

Alguns colegas de coro começaram a falar dos espertinhos – como o político que se ofereceu (juntamente com os seus próximos) para tomar as vacinas que se iam estragar, argumentando que assim davam um bom exemplo aos renitentes. Cada pessoa tinha um caso para contar. E eu ouvia, divertida.

Angela Merkel

Angela Merkel

Partilho o último discurso de Ano Novo de Angela Merkel como chanceler alemã. A princípio não gostava muito dela, e desgostei especialmente na época da crise do euro. A rejeição era tal que, há cerca de 15 anos, os meus filhos sentiram necessidade de tomar uma importante decisão pessoal: anunciaram que gostavam muito dos avós “apesar de eles votarem na Angela Merkel”.

Seremos capazes de entender?

Seremos capazes de entender?

Um amigo meu, médico alemão, viu um homem a sair de uma enfermaria e a fugir pelo corredor soltando gritos horrorosos, completamente fora de si. Era um sobrevivente do Holocausto, que teve uma terrível crise de pânico ao ver-se dentro de um quarto com grades nas janelas. Disse o meu amigo: “Pensava eu que sabia tudo sobre o Holocausto, mas ao ouvir os gritos daquele homem dei-me conta de que afinal ainda não tinha entendido.”

O Mississippi também é um rio

O Mississippi também é um rio

Ainda nos primeiros dias da viagem, interrogávamos à entrada de cada Estado: “Este é Trump ou Biden”? À cautela, e apesar da conversa em português, apenas entre nós, num restaurante barulhento no centro de Charleston, a minha filha mais velha referia-se a ele como “laranjinha” nas menções ao ainda Presidente dos EUA. Todos à nossa volta nos pareciam focados numa batalha de votos. De partidos. De fações.

Ídolo

Ídolo

Não sei quem escreveu o livro do Levítico, e gostava de saber, para lhe deitar as culpas retroactivas do fundamentalismo que se abateu sobre vastas áreas da Europa no século XVI, e que levou simpáticos cristãos a destruir inúmeros objectos de arte sacra porque viam neles uma blasfémia.

A geração perdida de Aberfan

A geração perdida de Aberfan

Infelizmente, para muitos galeses, outubro no seu país significa também relembrar o desastre de Aberfan. Aberfan é uma terra dos vales galeses como qualquer outra: uma série de casas e estabelecimentos que se encontram entre duas montanhas com o ocasional rio a separá-las. Tem um parque, supermercado, pub, correios e cemitério. No dia 21 de outubro de 1966, o cemitério de Aberfan acolheu mais vidas do que merecia.

Não ter medo da covid

Não ter medo da covid

Nesta crise da covid tenho ouvido cada vez mais falar em medo, em “manipulação pelo medo” em “não ceder à estratégia do medo”. Parece que há por aí quem acredite que os governos têm um plano secreto de instalação do totalitarismo, e a covid é apenas uma excelente desculpa para a pôr em prática.

O País de Gales sem máscara, através da janela

O País de Gales sem máscara, através da janela

Enquanto, em Portugal, parte de mim desculpava o número arrasador de vítimas da covid-19 em certos países com o óbvio argumento “claro, têm mais pessoas, vão ter mais casos…”, o país que me interessa a mim, o Reino Unido, encontrava-se entre os lugares mais altos na lista de países com mais infetados. Mas não me preocupei: o argumento anterior relaxava-me.

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.

STOP nas nossas vidas: Parar e continuar

STOP nas nossas vidas: Parar e continuar

Ao chegar aos EUA tive que tirar a carta condução novamente. De raiz. Estudar o código. Praticar. Fazer testes. Nos EUA existe um sinal de trânsito que todos conhecemos. Porque é igual em todo o mundo. Diz “STOP”. Octogonal, fundo branco, letras brancas. Maiúsculas. Impossível não ver. Todos vemos. Nada de novo. O que me surpreendeu desde que cheguei aos EUA, é que aqui todos param num STOP. Mesmo. Não abrandam. Param. O carro imobiliza-se. As ruas desertas, sem trânsito. Um cruzamento com visibilidade total. Um bairro residencial. E o carro imobiliza-se. Não abranda. Para mesmo. E depois segue.

De Itália, cratera do vulcão covid, desafios e alertas

De Itália, cratera do vulcão covid, desafios e alertas

A covid ainda anda por aí à solta. E lança os tentáculos em direcções complicadas, tentando fazer das suas nas favelas do Rio e S. Paulo, nos musseques de Luanda e Maputo, nos slums de Nairobi e Kampala, nas periferias das megalópoles indianas,… lá, onde parece fácil chegar o fogo e não haver bombeiro que o apague! Rezemos para que tal não aconteça, para bem de todos.

Retrospectiva

Retrospectiva

Regresso algures a meados de 2019, vivíamos em Copenhaga, e recupero a sensação de missão cumprida, de alguma forma o fechar de um ciclo ao completarmos 10 anos de vida na Dinamarca e nos encontrarmos em modo de balanço das nossas vidas pessoais, profissionais e também da nossa vida interior. Recordo uma conversa com uma querida amiga, onde expressei desta forma o meu sentimento: “a nossa vida aqui é boa, confortável, organizada, segura, previsível, mas não me sinto feliz.”

O “fecho” de uma Casa Geral aberta “urbi et orbi”

O “fecho” de uma Casa Geral aberta “urbi et orbi”

Acabou o encontro dos novos Superiores Maiores dos Missionários Espiritanos vindos dos quatro cantos do mundo a Roma para “aprender” algumas ferramentas de liderança e espiritualidade. Partiram na véspera do “fechamento” do espaço aéreo. Caiu-nos em cima o estado de emergência que nos blindou em casa, com o lock down, a 9 de março.

A doença do coronavírus serve de desculpa para tudo?

A doença do coronavírus serve de desculpa para tudo?

À boleia da pandemia que nos aflige, vejo coisas a acontecer que não podem deixar de me espantar, pela sua aberração e desfaçatez de quem as pratica. Em meados de fevereiro, em Mullaithivu, no norte do Sri Lanka, foi descoberta uma vala comum enquanto se procedia às escavações para as fundações duma extensão do Hospital de Mankulam. Segundo os médicos legistas, os restos mortais encontrados têm mais de 20 anos.

Um refúgio na partida

Um refúgio na partida

De um lado vem aquela voz que nos fala da partida como descoberta. Um convite ao enamoramento pelo que não conhecemos. Pelo diferente. Um apelo aos sentidos. Alerta constante. Um banquete abundante em novidade. O nervoso miudinho por detrás do sorriso feliz. Genuinamente feliz. O prazer simples de não saber, de não conhecer…

Há futuro e uma Igreja dinâmica por terras de Cabo Verde

Há futuro e uma Igreja dinâmica por terras de Cabo Verde

Durante um mês, estive com vários “monumentos” missionários vivos, em Cabo Verde que, desde 1954, quando chegou o primeiro, por lá continuam de pedra e cal. São todos Missionários Espiritanos, congregação que para ali foi em 1941, ajudando a reconstruir a Igreja nas ilhas de Santiago, Maio e Boavista.

Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris

Uma mulher fora do cenário, numa fila em Paris

Ultimamente, ao andar pelas ruas de Paris tenho-me visto confrontada pelos contrastes que põem em questão um princípio da doutrina social da Igreja (DSI) que sempre me questionou e que estamos longe de ver concretizado. A fotografia que ilustra este texto é exemplo disso.

Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo

Guiné-Bissau: das “cicatrizes do tempo” ao renascer do povo

Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…

Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA

Dos imigrantes europeus ao P. Joaquim Alves Correia, uma universidade nos EUA

A história desta Universidade americana faz-nos recuar ao fim do século XIX. Nada melhor que percorrer o seu vastíssimo campus para saber quando tudo começou. Uma enorme placa à entrada da Reitoria explica que foi fundada pelos Missionários do Espírito Santo em 1878, incorporada no Pittsburg Catholic College em 1882 e chamada ‘Duquesne University’ em 1911. A poucos metros, mesmo na entrada da Igreja da Universidade, está a estátua do seu fundador: o padre Joseph Strub, missionário alemão.

“When Love comes to town…”

“When Love comes to town…”

Chegou o outono. E eu, que sou movida ao ritmo das estações, já trago comigo aquela melancolia dos ciclos. Chegou o tempo das rotinas que nos trazem estabilidade, mas nos retiram a espontaneidade do tempo sem tempo. E depois a vulnerabilidade do recomeço, essa de novo nudez onde tudo é possível.

Hoje não há missa

Hoje não há missa

Na celebração dos 70 anos da República Popular da China (RPC), que se assinalam no próximo dia 1 de outubro, são muitas as manifestações militares, políticas, culturais e até religiosas que se têm desenvolvido desde meados de setembro. Uma das mais recentes foi o hastear da bandeira chinesa em igrejas católicas, acompanhado por orações pela pátria.

Amazónia, um pulmão a proteger

Amazónia, um pulmão a proteger

 Nestas últimas semanas, a Amazónia pegou fogo nas redes sociais! “A Amazónia está a arder”! – lia-se por todo o lado, em textos acompanhados de fotos ilustrativas, algumas das quais nem tinham nada a ver com a situação, ou porque eram fotos antigas ou de outras...

A Páscoa em Moçambique, um ano antes do ciclone – e como renasce a esperança

A Páscoa em Moçambique, um ano antes do ciclone – e como renasce a esperança

Um padre que passou de refugiado a conselheiro geral pode ser a imagem da paixão e morte que atravessou a Beira e que mostra caminhos de Páscoa a abrir-se. Na região de Moçambique destruída há um mês pelo ciclone Idai, a onda de solidariedade está a ultrapassar todas as expectativas e a esperança está a ganhar, outra vez, os corações das populações arrasadas por esta catástrofe.

Uma gotinha do Tamisa contra o “Brexit”

Uma gotinha do Tamisa contra o “Brexit”

Mas o meu objectivo número um para a visita neste sábado era o de participar na grande e anunciada manifestação contra o Brexit. Quando cheguei junto ao Parlamento já lá estava tudo preparado para as intervenções políticas.

Pacto de Luz

Pacto de Luz

“Por cá o Inverno vai bem alto, que é o mesmo que dizer temperaturas muito baixas e neve fresca todos os dias. Mas é a escuridão que inquieta e desiquilibra, fazendo-me a cada ano por esta altura, desejar regressar ao meu tão amado Sul.”

Bruno Ganz – um sopro de eternidade e um dia

Bruno Ganz – um sopro de eternidade e um dia

Caso alguém precise de uma prova de que Deus existe e me tem muito amor, aqui está ela: uma vez convidaram-me para contracenar com Bruno Ganz numa encenação relativamente privada da peça “Coração a Gás”, do dadaísta Tristan Tzara. Como Deus existe, e gosta muito de mim, arranjou de eu nesse dia ter um compromisso noutra cidade. Assim se pouparam dois recordes Guinness: o meu embaraço e a vergonha alheia do Bruno Ganz.

Noruega, metáfora do futuro

Noruega, metáfora do futuro

 Este país do norte da Europa que, pelos mitos do frio e do escuro, pensava só se poder escolher por necessidade ou por loucura, é agora a minha casa desde há cinco anos.Recordo ainda assim que já o via de longe e o admirava pela sua verdadeira social-democracia e...

9 de Novembro. O que há numa data? E num nome?

9 de Novembro. O que há numa data? E num nome?

A queda do muro de Berlim (em 1989), que deu origem ao processo de reunificação da Alemanha dividida após a Segunda Guerra Mundial, seria a melhor das razões para fazer do dia 9 de Novembro o feriado nacional alemão. Mas o 9 de Novembro está também marcado pela...

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Breves

 

Índia

Carnataca é o décimo Estado a aprovar lei anticonversão

O Estado de Carnataca, no sudoeste da Índia, tornou-se, no passado dia 15 de setembro, o décimo estado daquele país a adotar leis anticonversão no âmbito das quais cristãos e muçulmanos e outras minorias têm sido alvo de duras perseguições, noticiou nesta sexta-feira, 23, o Vatican News, portal de notícias do Vaticano.

Neste sábado, em Lisboa

“Famílias naturais” em convívio contra a ideologia de género

Prometem uma “tarde de convívio e proximidade”, um concerto, diversão e “múltiplas actividades para crianças e adultos: o “Encontro da Família no Parque” decorre esta tarde de sábado, 24 de Setembro, no Parque Eduardo VII (Lisboa), a partir das 15h45, e “pretende demonstrar um apoio incondicional à família natural e pela defesa das crianças”.

Fraternidade sem fronteiras

Fraternidade sem fronteiras novidade

A fraternidade é imprescindível na vida e na missão. No Congresso sobre o tema, a realizar nos dias 14 e 15 de Outubro, em Lisboa, queremos reflectir sobre a construção da fraternidade na sociedade, na política, na economia, na missão, no diálogo entre as religiões e na reconstrução da esperança.

Irmã Elis Santos: “São mais de 500 anos a sobreviver, e nós queremos existir”

Indígena do povo Mura em entrevista

Irmã Elis Santos: “São mais de 500 anos a sobreviver, e nós queremos existir” novidade

Aos 35 anos, Elis Santos, religiosa da Divina Providência, é uma das vozes mais ativas no Brasil na luta pelos direitos dos povos indígenas. Descendente do povo Mura e mestre em Antropologia Social, a irmã Elis falou ao 7MARGENS durante o encontro d’A Economia de Francisco, que decorreu na semana passada em Assis, e lamentou que no seu país continue a prevalecer “uma economia que mata”. 

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