
A comunidade de ativistas CitizenGo estampou num autocarro a mensagem “Parem os ataques aos cristãos!”. Foto © CitizenGO
Sete pessoas que se encontravam a bordo de um autocarro que circulava pelas ruas de Paris, com uma mensagem de protesto acerca do que foi considerado por muitos um ataque contra a fé dos cristãos durante as cerimónias de abertura dos Jogos Olímpicos de verão de 2024 foram detidas nesta segunda-feira, 5 de agosto, avançou a Catholic News Agency.
O referido autocarro, patrocinado pela comunidade de ativistas CitizenGo, tinha de um lado a imagem de uma das cenas da considerada blasfémia da Última Ceia que fez parte da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris e do outro o slogan “Parem os ataques aos cristãos!”. A mensagem no autocarro incluía também o endereço da página de uma petição em defesa dos direitos dos crentes, já assinada por mais de 392 mil pessoas, e dirigida às autoridades do Comité Olímpico Internacional.
De acordo com a CitizenGo, o veículo foi intercetado por agentes da polícia francesa “sob a mira de uma arma”. Os seis membros da CitizenGO, juntamente com o motorista do autocarro, “foram levados de uma esquadra para outra, sendo tratados de forma humilhante e privados de comunicação com o mundo exterior”, indicaram em comunicado aos meios de comunicação social.
Após o veículo ter sido apreendido, o Ministério Público de Paris instaurou um processo contra os detidos, mas na tarde de terça-feira, quase 24 horas depois, foi-lhes comunicado “que não serão acusados”. Para a CitizenGO, este incidente é “extremamente grave” e representa “um novo ataque à liberdade religiosa e aos cristãos, tal como a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos”.
Como resultado, o presidente da CitizenGO, Ignacio Arsuaga, anunciou que a organização internacional sediada em Madrid vai apresentar uma ação judicial contra o presidente francês Emmanuel Macron, o gabinete do procurador-geral do país e a Gendarmerie francesa. Arsuaga afirmou que “os governos woke estão a tornar-se cada vez mais totalitários” e que o que os membros da sua organização sofreram revela “que a ideologia woke pretende acabar com os símbolos cristãos”.









