Um apelo “às duas centrais sindicais para que, em nome da defesa dos direitos laborais e da dignidade do trabalho, iniciem um processo de entendimento que permita uma resposta eficaz à contrarreforma laboral” está a ser subscrito por quase duas centenas de nomes ligados a meios sindicais católicos e deverá ser entregue à CGTP e à UGT ainda durante este mês de agosto.
“Apesar de este ser um tempo em que muita gente está de férias”, disse ao 7MARGENS uma das responsáveis pela iniciativa, Maria Augusta de Sousa, ex-coordenadora do Sindicato de Enfermeiros da Zona Sul e Bastonária da Ordem dos Enfermeiros entre 2004 e 2011, “não há tempo a perder, pois a atual revisão das leis do trabalho proposta por este Governo exige uma resposta forte e urgente”.
“Urgente e inadiável” consideram os subscritores daquele apelo é “que os trabalhadores e o movimento sindical, fazendo jus à sua história, se unam para a resistência e para a defesa dos interesses de quem trabalha”. Nesse sentido, apelam às duas centrais sindicais para que encontrem “compromissos de ação convergente, no respeito pela autonomia de cada organização, e a coordenação estratégica entre as centrais face aos desafios que já se apresentam”.
A reflexão que desembocou neste apelo teve origem em várias reuniões do grupo Amigos do Aprender, com diversos ex-membros da Juventude Operária Católica e membros da Liga Operária Católica, militantes da Base-FUT e outros sindicalistas católicos.
“A democracia nascida com o 25 de Abril está num sobressalto sem paralelo e o Governo prepara uma contrarreforma laboral profundamente lesiva dos direitos dos trabalhadores”, consideram os promotores do apelo que, lembrando “as responsabilidades históricas das duas centrais sindicais”, as desafiam a reconhecerem “que é fundamental construir a unidade na ação, ultrapassando divergências, para conquistar o futuro!”.










