Papa deixa o aviso

Sínodo alemão põe em risco a unidade da Igreja

| 22 Nov 2023

cruz do caminho sinodal alemão, foto Synodaler Weg_Maximilian von Lachne

Cruz do caminho sinodal alemão. Francisco convida os católicos daquele país a “abrirem-se e irem ao encontro” dos seus irmãos e irmãs, em vez de “discutirem os mesmos temas num certo egocentrismo”. Foto  © Synodaler Weg/Maximilian von Lachne.

 

Foram cautelosas e defensivas as reações dos bispos e dos representantes dos católicos alemães a uma carta do Papa, datada do dia 10 e dada a conhecer esta terça-feira, 21, em que manifesta preocupação com os rumos que a Igreja Católica daquele país está a seguir, com o seu “caminho sinodal”.

O porta-voz da conferência dos bispos alemães sublinhou o facto de a carta de Francisco ter sido dirigida a quatro mulheres católicas daquele país, que são publicamente conhecidas como críticas do caminho sinodal. Depois de referir que os bispos tomaram conhecimento do conteúdo da missiva através dos média, o porta-voz acrescentou: “dado que não somos os destinatários da carta, não faremos comentários a respeito dela”.

O Papa Francisco manifesta, na carta às quatro mulheres (duas teólogas, uma jornalista e uma filósofa da religião), “preocupação pelos já numerosos passos concretos mediante os quais partes significativas desta Igreja local ameaçam distanciar-se cada vez mais do caminho comum da Igreja universal”.

Através da carta, divulgada em primeira mão pelo jornal Die Welt, Francisco convida os católicos alemães a “abrirem-se e irem ao encontro” dos seus irmãos e irmãs, “especialmente aqueles que se encontram nas soleiras das portas das igrejas, nas ruas, nas prisões, nos hospitais, nas praças e nas cidades”, em vez de procurarem a “salvação” em novas estruturas “e discutirem os mesmos temas num certo egocentrismo”.

Dado que foi precisamente no mesmo dia 10 que se reuniu pela primeira vez a Comissão Sinodal eleita na última sessão do sínodo alemão, este posicionamento do Papa é entendido como visando sinalizar e reforçar a discordância relativamente a este processo, já anteriormente manifestada.

Aquela Comissão iniciou o caminho tendente à institucionalização do Conselho Sinodal, um órgão de caráter permanente e com poderes decisórios, que reúne bispos, leigos e religiosos, mas que está em linha de choque com o que dispõe o atual Código de Direito Canónico, que atribui o poder de decisão aos bispos e ao Papa.

O Comité Central dos Católicos Alemães considera, no entanto, que esse Conselho tem fundamentação canónica, argumentando ainda com o facto de o próprio Papa, numa decisão inovadora, ter lançado um Sínodo mundial no qual participam leigos e leigas, de forma oficial e com poderes de voto. “Agradecemos ao Papa este claro sinal de mais sinodalidade, com a qual nos sentimos estreitamente vinculados com ele”, afirma o Comité à agência católica KNA citada pelo site da Igreja Católica alemã.

O Papa foi lesto a responder às quatro mulheres, visto que a mensagem que estas lhe dirigiram estava datada do dia 6 deste mês de novembro. Foi lesto e autorizou que o conteúdo fosse tornado público. Já o teor da missiva à qual Francisco respondeu não foi dado a conhecer, sabendo-se apenas que se relacionava com o cenário de uma rutura com Roma.

 

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