Sínodo católico em Setúbal: sem chama nem energia?

| 12 Jul 2022

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Sé de Setúbal. Foto © Diocese de Setúbal.

 

Li há dias o relatório final da marcha diocesana de Setúbal para o tal especialíssimo Sínodo de 2023 pelo qual se bate o atual bispo de Roma, que tem posto o dedo nas múltiplas feridas da nossa Igreja Católica.

Li e… fiquei desolado! Pois pouco mais de 50% dos que frequentam as celebrações corresponderam às chamadas para as reuniões. Em primeiro lugar é publico e notório que as nossas igrejas têm vindo a esvaziar-se progressivamente e necessário perguntar de imediato, como fez frei Fernando Ventura: “quem ouve os de fora?” Em segundo lugar perguntei a dois membros da minha família que ainda participam “a sério” nas celebrações dominicais, que ainda sabem o que é ser batizado e o que é celebrar o matrimónio, e – por desatenção certamente – não ouviram nunca qualquer convite para reuniões sinodais! E por isso não me admirei que o total de intervenientes nessa preparação fosse menos de 6500 pessoas, das várias paróquias. 

Do relatório posso tirar várias conclusões positivas:

– Quem participou, gostou de ser ouvido.

– Quem foi, manifestou desejo que o costume de ser ouvidos se repetisse.

– Foram levantados vários problemas graves da Igreja – só não percebi se foram mesmo discutidos e se propuseram soluções.

– Notou-se a ausência de juventude, o hermetismo das celebrações – incluindo a explicação atualizada e adaptada à vida de hoje, da palavra de Deus.

– Acentuou-se a realidade do centralismo sacerdotal (o sr. padre é que sabe, o sr. bispo é que sabe) e lamentou-se não haver partilha de responsabilidades e de decisões (em boa verdade, é o que Francisco quer veementemente!).

– Parece (!) sentir-se o tal desejo de mudança – haverá convicção?

– Não sendo adepto de violência, não notei no relatório um “pingo” de energia para a tal “revolução da ternura” que o bispo de Roma propõe.

– Que me perdoem: é um relatório feito por quem sabe o que é a sinodalidade, mas que não tem “chama”.

– Porque não se tentou a aproximação a sindicatos ou clubes de vária natureza, porque se não lançaram inquéritos à porta das igrejas, porque se não fizeram sessões em público? Assim vi na televisão que se fez Madrid e noutros sítios, saindo dos templos!

– Irá ter a colaboração de Setúbal algum papel na fase da síntese das dioceses portuguesas?

– Sentir-se-á da leitura do nosso relatório uma ânsia de mudança, de modernidade, de tornar a nossa Igreja local mais ativa na solução dos problemas (e são imensos!) de Setúbal? Não senti – defeito meu, certamente – um mínimo sinal de aceitar a sugestão de Francisco de que “a política é a melhor forma da caridade”, não vejo que se equacionem os problemas desta “economia que mata” (Francisco dixit). 

Concluindo: fiquei desolado, fiquei triste, só não perdi a esperança porque essa me é dada pela minha adesão à maneira de viver de Jesus – amando sempre!

Mário da Silva Moura foi membro da Comissão Nacional Justiça e Paz, participou nos Cursos de Cristandade e em retiros de casais, fez parte do Conselho Económico da Diocese de Setúbal e foi director do jornal Notícias de Setúbal. 

 

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