
“Só construindo uma comunhão presencial, que recusa o isolamento e a desunião, seremos capazes de vencer o medo.” Foto: uma cruz feita com Bíblias. Foto © Timóteo Cavaco
O Conselho Português de Igrejas Cristãs (Copic), que reúne as igrejas Metodista, Presbiteriana, Lusitana (Anglicana) e Evangélica Alemã do Porto, pede que haja mais solidariedade no combate ao vírus SARS-CoV-2. Isso deve passar, em outras coisas, por uma “justa e equitativa distribuição da vacina contra a covid-19 entre os países”, por dar prioridade à vacinação dos mais vulneráveis e por anular as dívidas externas dos países de baixo e médio rendimento, tal como também já propuseram outras instâncias ecuménicas, nomeadamente o Conselho Mundial de Igrejas.
Numa mensagem de Páscoa, a direcção do Copic expressa solidariedade com todas as pessoas que estão a ser vítimas da pandemia e diz que só “construindo uma comunhão presencial, que recusa o isolamento e a desunião, seremos capazes de vencer o medo”.
O documento, enviado ao 7MARGENS, acrescenta: “Juntos e na comunhão da Igreja reunida, vencemos mais facilmente o medo do isolamento, da solidão e do esquecimento, que tem marcado o sentir de muitos e muitas e em particular dos mais vulneráveis e dos idosos.”
O texto diz ainda que a covid-19 teve “um efeito revelador, dado que expôs ainda com maior clareza a grave crise política, económica e ecológica” que já se verificava. “Num mundo com tantas desigualdades económicas, os pobres e os países pobres, sofrem ainda mais os efeitos desta tempestade.”
Acrescentando que “estamos na mesma tempestade, mas não estamos todos no mesmo barco”, o documento refere que a “resiliência perante as adversidades enfrentadas e manifestada por tantos e tantas, constitui um exemplo para todos, capaz de transmitir verdadeira esperança no meio da dificuldade”.
O texto sublinha ainda a efeméride que este ano se assinala: foi em 1971 que o Copic foi criado e a direcção actual “reafirma o seu propósito de cooperar com todos os homens e mulheres de boa vontade e com as demais organizações religiosas em Portugal, na promoção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna”. Para isso, deixa um apelo: “que, em cada comunidade cristã, em cada Igreja e em cada paróquia, se desenvolvam serviços de ajuda ao próximo e à comunidade envolvente, que possam constituir uma efectiva expressão do Amor e da presença de Deus.”










