Aristides com honras de Panteão

“Só posso agir como cristão, como me dita a consciência”

| 19 Out 21

Na manhã desta terça-feira, 19, Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus (sudoeste de França) em 1940, que salvou mais de 30 mil vidas, incluindo muitos judeus que fugiam à perseguição nazi, será homenageado com o descerramento de uma placa no Panteão Nacional. Desta forma, o homem que desobedeceu às ordens de Salazar e que por ele foi demitido da carreira diplomática e forçado a pedir ajuda para dar de comer à sua família, verá remediada pela democracia a profunda injustiça a que a ditadura do Estado Novo o condenou.

A decisão – que respeita a vontade de Aristides em ficar sepultado na sua terra – foi tomada no ano passado, por resolução do Parlamento aprovada na sequência de uma proposta da deputada independente Joacine Katar Moreira. A cerimónia, que se realiza a partir das 11h, conta com intervenções da investigadora Margarida de Magalhães Ramalho, que fará o elogio fúnebre do homenageado, do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. A actuação do Coro do Teatro Nacional de São Carlos e um vídeo com testemunhos sobre Aristides Sousa Mendes, Diplomata e Justo entre as Nações – assim reconhecido desde 1966 pelo Yad Vashem – completarão a cerimónia.

Domingo, 17 de Outubro, no programa Página 2, da RTP2, António Moncada Sousa Mendes, autor do livro Aristides de Sousa Mendes – Memórias de um Neto evocou a memória do seu avô, falando nomeadamente na importância que a espiritualidade e a fé cristã que ele professava teve na sua decisão e no seu gesto – e também do modo como a hierarquia católica de então não o apoiou. Foi um depoimento também a referir essa perspectiva e a recordar o longo caminho de Aristides até este dia que o 7MARGENS pediu ao neto do primeiro português a ser declarado Justo Entre as Nações.

Aristides de Sousa Mendes como era em 1939/40, Bordéus

 

Frei Bento Domingues mencionou mais do que uma vez o exemplo do cônsul Aristides de Sousa Mendes nas suas homilias ou artigos. Uma vez, estava eu presente, foi com grande emoção que, a certa altura, dei conta de que frei Bento estava a citar passagens do meu livro sobre Aristides de Sousa Mendes – Memórias de um Neto.

Cito frei Bento Domingues num artigo do Público sobre “Ética, Religião e Santidade”: “Este dia de Todos os Santos trouxe-me uma espantosa narrativa dos laços entre Ética, Religião e Santidade na vida de Aristides de Sousa Mendes [ASM], cônsul de Portugal em Bordéus, em 1940. Este diplomata de carreira, profundamente católico, solicitado por avalanches de refugiados, também teve de ficar a sós… ao terceiro dia… abriu a porta do consulado e proclamou em alta voz: ‘Doravante darei vistos a todos, seja qual for a nacionalidade, a raça ou a religião’.” Mais adiante prossegue: O apelo dos refugiados e da consciência – a voz de Deus – exigiu-lhe o dom da vida, a santidade.”

A 17 de Junho de 2020 no Vaticano, no âmbito de uma reunião com bispos de todo o mundo, o Papa Francisco declarou: “Hoje é o Dia da Consciência, inspirado no testemunho do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, que há 80 anos decidiu seguir a voz da consciência. É um dia que marcará a história da humanidade.”

É verdade que a 17 de Junho de 1940, quando Aristides de Sousa Mendes “abriu a porta do consulado português de Bordéus e disse ‘doravante darei vistos a todos’”, também disse: “Mesmo que me destituam, só posso agir como cristão, como me dita a minha consciência; se estou a desobedecer a ordens, prefiro estar com Deus contra os homens do que com os homens contra Deus.”

E a 17 de Junho de 2020, o PAPA FRANCISCO declarou ainda a respeito do cônsul Aristides de Sousa Mendes: “O seu exemplo deve servir para que a liberdade de consciência seja respeitada sempre e em todo o lado e que cada cristão possa dar mostras de coerência com uma consciência reta e iluminada pela Palavra de Deus!”

Foi por puro temor a Deus e amor pela humanidade que Aristides de Sousa Mendes desobedeceu aos ditadores deste mundo que, enraivecidos, pretendiam praticar genocídio e eliminar da face da terra certos grupos de pessoas, baseando-se em teorias pecaminosas para poderem ser cada vez mais poderosos.

 

“Foi um santo”

Retrato a óleo de Aristides feito 1937 / 38 por um pintor belga de Louvain que se encontra na casa do irmão César, de Mangualde. Seguirá para a Casa do Passal, em Cabanas quando o restauro do interior estiver terminado. Foto © Direitos Reservados

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches ia completar 55 anos de idade a 19 de Julho de 1940. Era formado em Direito pela Universidade de Coimbra e desde os seus 25 era diplomata de Carreira, tendo exercido as funções de cônsul-geral de Portugal durante mais de 30 anos em quatro continentes. Esteve sempre próximo das comunidades portuguesas de emigrantes nos países por onde andou, tendo tido um papel muito relevante em Curitiba e Porto Alegre, no Brasil, e San Francisco, na Califórnia (EUA), defendendo sempre os verdadeiros interesses dos trabalhadores portugueses emigrados nessas paragens.

Com a Segunda Guerra Mundial em 1939 e a ignominiosa perseguição aos judeus declarada e  posta em prática desde os inícios de 1933 por Adolf Hitler, e a sua nomeação providencial  como cônsul-geral em Bordéus, ASM mergulhou numa profunda introspeção espiritual e a 17 de Junho de 1940, abraça plenamente a causa dos refugiados, vivendo a tragédia desses seres humanos sem quaisquer limites e percorrendo um autêntico caminho de conversão, como o  descreveu o padre Bernard (Jacques Rivière, de Bordéus) ou como o designou o antigo bispo de Viseu, D. António Ramos Monteiro, em conversa com o padre Bernard (e comigo), diante do jazigo de família no cemitério de Cabanas de Viriato, exclamando: “Este Homem foi um Santo!”

E é este Homem que vai agir como “um verdadeiro herói do Ocidente” tal como o denominou, em carta datada de 16 de Setembro de 1986, Otto de Habsbourg, filho do último imperador da Áustria. Também ele e sua mãe, a imperatriz Zita e tantos outros refugiados austríacos, receberam vistos salvadores assinados por Aristides em meados de Junho de 1940.

Em Março de 1990, o então Presidente da República Federal Alemã, Richard von Weizsäcker, durante a sua visita oficial a convite do Presidente Mário Soares, declarou no seu discurso oficial, no Palácio da Ajuda, em Lisboa: “Desejo prestar homenagem a Aristides de Sousa Mendes que contrariando instruções recebidas, passou vistos a muitos milhares de pessoas, sobretudo judeus em fuga das autoridades nazis.”

Simone Veil, a primeira senhora presidente do Parlamento Europeu, de regresso a Paris de uma visita a Lisboa em Março de 1993, escreveu a um neto do cônsul: “Foi com emoção que li os documentos sobre o gesto de Aristides de Sousa Mendes, salvando milhares de refugiados, nomeadamente judeus, passando-lhes vistos de sua iniciativa própria permitindo que assim se salvassem dos nazis.”

Anteriormente, e no seguimento da criação do Estado de Israel em Maio de 1948 e de vários testemunhos escritos sobre o acto de Aristides, dirigidos ao fundador e primeiro presidente do Estado de Israel – Ben Gurion – o rabino Hayyim Kruger tinha escrito uma carta no dia 13 do mês de Iyyar do ano 5727 do calendário israelita, da qual cito: “Aristides de Sousa Mendes passava o dia todo a assinar e eu ajudava-o carimbando os vistos e ele assinava-os depois… Em pouco tempo, ele passou milhares de vistos, até ao momento em que o opressor nazi chegou a Bordéus. Foi quando fui obrigado a fugir de lá, através de Espanha.”

 

Dez mil árvores para Aristides

Depois deste e de outros testemunhos, começaram a prestar-se as primeiras homenagens a Aristides de Sousa Mendes:

– 20 árvores plantadas na Floresta de Yaar Hayishuv, em 1961.

– em 1966, a Autoridade para o Holocausto (Shoa) Yad Vashem atribui a Aristides de Sousa Mendes a dignidade de “Justo Entre as Nações”, tendo sido durante muitos anos o único português a ter esse reconhecimento. Nessa altura, em Portugal obviamente não se ouviu uma única palavra sobre o assunto.

Muitos anos depois, veio a saber-se que em New Bedford, Massachussets (EUA), a edição americana do DN em português, de 19 de Maio de 1961, publicou o artigo “Português salvou 10000 judeus no tempo da guerra mas foi castigado. O nome de Salazar (autor do castigo) não foi mencionado nem uma única vez – Prudência!

Numa escola do Algarve, Portimão, o clube de leitura colocou Aristides entre Einstein e Pessoa e seguido de Dali. Foto © Direitos Reservados

No ano seguinte, em Nova Iorque, os filhos de Aristides aí residentes, nomeadamente Joana, receberam a medalha dos Justos Entre as Nações em cerimónia no Consulado de Israel nessa cidade. Um cedro foi plantado no Parque dos Justos, em Jerusalém, e em 1994 foi plantada uma floresta de 10000 árvores em sua homenagem. Em 2020, foi atribuído o seu nome a uma grande Praça de Jerusalém, além de ruas noutras cidades.

Com a Democracia normalizada em Portugal, as autoridades portuguesas gradualmente foram-se também abrindo para a História mundial e europeia, tendo Portugal sido aceite em 2019 como membro de pleno direito da IHRA International Holocaust Remembrance Alliance.

Esta Aliança para o Estudo e Memória do Holocausto era nesse ano presidida pelo Grão-Ducado do Luxemburgo que desejou prestar uma homenagem especial a Aristides de Sousa Mendes. A Fundação Aristides Sousa Mendes foi convidada a colaborar com os Archives Nationales de Luxembourg numa Exposição de alto nível, onde muitas fotografias e objectos pessoais de Aristides Sousa Mendes foram exibidos durante mais de dois meses.

O seguinte excerto de uma carta da grã-duquesa Charlotte de Luxembourg para a família do cônsul é bastante elucidativo sobre as motivações da iniciativa:

“Luxemburgo, 30 de Julho de 1968

À Memória do falecido Cônsul, ASM.

(…) Guardamos uma memória muito grata pelos eminentes serviços prestados pelo Dr. Sousa Mendes ao nosso país durante os dez anos em que aqui foi acreditado como cônsul-geral (…) será sempre recordado pelos refugiados luxemburgueses, muitos de fé judaica, pelos membros do Governo luxemburguês e pela minha própria família, por nos ter de sua própria iniciativa salvado da perseguição feroz, permitindo-nos assim ter chegado a países livres (…).

A sua acção humanitária servirá para sempre, como exemplo de devoção altruística, a causa da liberdade e da compreensão entre todas as nações e raças.”

Em 194,3 dois dos seus filhos, cidadãos americanos por terem nascido em São Francisco, juntaram-se ao exército americano/aliado em formação em Inglaterra, para a invasão da Normandia a 6 de Junho de 1944. Depois da Guerra foram para os EUA levando alguns de seus irmãos.

Artigos e livros têm sido publicados em imensos países de todo o mundo; ruas, parques e jardins são inaugurados; escreveram-se peças de teatro, fizeram-se documentários em vários países e filmes de longa metragem, há conferências internacionais sobre o tema, sempre tão actual, utilizando os media mais avançados.

 

Um envelope lacrado para fazer esquecer

Em Portugal, só a partir de 25 de Abril 1974, começaram a aparecer alguns artigos sobre Aristides de Sousa Mendes, no seguimento de uma carta vinda de Nova Iorque. Assinada por Joana, filha de ASM, esta carta vinha pedir justiça para seu pai e ficou assim no sítio onde pousou, dois anos à espera que algum ministro lhe desse andamento… Ninguém da nova ordem política tinha ouvido falar de tal história!

Medeiros Ferreira, então ministro dos Negócios Estrangeiros em 1976, pede ao embaixador Nuno Bessa Lopes que abra o envelope contendo o processo disciplinar contra Aristides, lacrado e depositado num cofre condenando-o ao esquecimento.

E é com base na verdade descoberta pelo Embaixador Bessa Lopes, no interior desse infame envelope lacrado desde Outubro de 1940, que em 1988 o ministro Jaime Gama apresenta através do deputado socialista Rui Vieira o projecto de lei 179/V na Assembleia da República, propondo a reabilitação e reintegração do ex-cônsul de Portugal em Bordéus. Aristides de Sousa Mendes, o único português até aí recordado no Yad Vashem (instituição dedicada às vítimas do Holocausto, em Jerusalém) constitui, pela sua atitude de rectidão, um notável exemplo de diplomata e de servidor público que prestigia o povo português e dignifica o bom nome de Portugal no mundo. Por essas razões se impõe a sua plena reabilitação e a devida reparação à sua família.

Fachada da casa de Aristides de Sousa Mendes após restauro do exterior,2018/19. Foto © Direitos Reservados

Um ano antes, o Presidente Mário Soares tinha sido convidado pelo deputado democrata de origem portuguesa Tony Coelho a ir a Washington DC, para receber um doutoramento honoris causa, da Universidade Carlton. E perguntou ao Presidente Soares: “Quando é que Portugal reabilita o heroico cônsul Aristides de Sousa Mendes?” Nesse ano de 1987, num almoço em Washington oferecido pelo casal Soares (Mário Soares e Maria Barroso) aos descendentes do cônsul, Mário Soares não só entrega a medalha de oficial da Ordem da Liberdade a Joana Sousa Mendes como também publicamente apresenta as desculpas em nome do Portugal democrático à família Sousa Mendes pelo enorme sofrimento causado!

  O caminho estava traçado! Em 1994, em Bordéus, perante a comunidade portuguesa reunida em peso, o Presidente Mário Soares inaugura o primeiro busto de Aristides de Sousa Mendes, na Esplanade Charles DeGaule, mesmo ao lado do monumento ao Soldado Desconhecido. Mencionando Aristides de Sousa Mendes, o Presidente da República Mário Soares disse (curiosamente, como que antecipando as palavras do Papa Francisco em 2020): “Foi acima de tudo um Justo num período de grande adversidade para tantos milhares de seres humanos – ele que beneficiava de segurança. Não lavou as mãos, como Pilatos, dos problemas alheios. Foi corajoso e sofreu a incomodidade de lutar com coerência por um valor sagrado: -a solidariedade!”

As escolas começaram a interessar-se seriamente por este episódio da História do século XX que lhes tinha sido ocultado e com o impulso da Biblioteca-Museu República e Resistência, dois netos de Aristides lançaram-se a fazer visitas às escolas.

 

“Era realmente meu objectivo salvar toda aquela gente”

Em novembro de 1998, o Parlamento Europeu organiza uma homenagem a Aristides de Sousa Mendes na sua assembleia plenária de Estrasburgo. Jaime Gama, de novo ministro dos Negócios Estrangeiros, também presente na sessão, propõe à família que crie uma Fundação para que a “reparação devida à família” como decidido por lei na reabilitação de 1988, seja finalmente entregue.

A Fundação Aristides de Sousa Mendes (FASM) nasce, assim, a 23 de Fevereiro de 2000 com o objetivo de difundir a Memória de Aristides de Sousa Mendes e de conseguir comprar a casa da família em Cabanas de Viriato – a Casa do Passal – onde, no Verão de 1940, Aristides de Sousa Mendes recebeu vários ministros do governo belga no exílio, clérigos e pessoas em perigo. Essa aquisição deu-se um ano depois (2001) e desde então a FASM desenvolveu um projeto de recuperação da Casa, incluindo um plano museológico.

Crucifixo junto à frente da casa de Aristides de Sousa Mendes, início sec.XX, orig. francesa. Foto © Direitos Reservados

No ano 2000, a Fundação ASM esteve representada numa primeira homenagem aos “Diplomatas Justos” nas Nações Unidas, com Aristides de Sousa Mendes no centro das atenções. Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e escritor empenhado na defesa dos Direitos Humanos, galardoado em 1986 com o Prémio Nobel da Literatura, proferiu um discurso louvando a memória dos “Diplomatas Justos”, declarando: “O primeiro dever de um diplomata é o dever humanitário.”

Agora, com António Guterres como secretário geral, de novo a ONU celebra Aristides de Sousa Mendes no âmbito da iniciativa “Beyond duty” – Para além do dever.

A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura, inscreveu o “LIVRO DE REGISTOS DE VISTOS ATRIBUÍDOS PELO CÔNSUL PORTUGUÊS EM BORDÉUS, ARISTIDES DE SOUSA MENDES” no “REGISTO INTERNACIONAL DA MEMÓRIA DO MUNDO”, consagrando assim a sua assinatura!

Na Assembleia da República, a deputada independente Joacine Katar Moreira apresentou uma moção propondo honras de Panteão Nacional para Aristides de Sousa Mendes, aprovada por unanimidade a 3 de Julho de 2020.

O professor Yehuda Bauer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, escreveu em A History of the Holocaust (pág. 228): “O cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, atribuiu vistos de trânsito para Portugal a milhares de refugiados judeus contra as ordens do seu Governo, talvez a maior acção de salvamento realizada por uma só pessoa, durante o Holocausto!”

A historiadora Irene Pimentel (Aristides de Sousa Mendes e os Refugiados em Portugal, obra que escreveu para a Câmara de Viseu, há alguns anos) declara: “Aristides de Sousa Mendes (…) soube simplesmente distinguir entre o bem e o mal. Ou seja, soube afastar-se do princípio cego da obediência e inclinou-se claramente para o lado da ética de convicção.” E ainda: “Segundo as estatísticas oficias portuguesas, entraram em Portugal, em 1940, mais de 38.000 estrangeiros e saíram do país cerca de 36.000, números mais uma vez reveladores de que a estadia no país era curta.

No seu “Processo Disciplinar” (guardado nos Arquivos do MNE, que ficou oculto de todos no envelope lacrado durante mais de 40 anos, entre 1940-1980), Aristides de Sousa Mendes escreve em sua defesa:

“Era realmente meu objectivo salvar toda aquela gente”, cuja aflição era indescritível (…) quantos suicídios… quantos actos de loucura de que eu próprio fui testemunha! Daí a minha atitude, inspirada única e exclusivamente nos sentimentos de altruísmo e de generosidade de que os portugueses, através dos seus oito séculos de História, souberam tantas vezes dar provas eloquentes e que tanto ilustram os nossos feitos heróicos.”

 

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Ainda antes de acabar o curso fui à minha primeira entrevista de trabalho “a sério”, numa produtora de filmes num bairro trendy de Lisboa. Roubei um dia à escrita da tese de mestrado, apanhei o comboio e lá fui eu, tão nervosa quanto entusiasmada. O dono começou por me perguntar se fazer cinema era o meu sonho. Fiquei logo sem chão. Sofri, desde muito cedo, de um mal que me acompanha até hoje: sonhava demais e muitos sonhos diferentes.

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