Sri Lanka proíbe burca e ameaça fechar mil madraças

| 15 Mar 21

Buying the dry goods market, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=38722552

Mulheres de burca num mercado. Foto © CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons.

 

O Governo do Sri Lanka vai proibir, por razões de segurança nacional, o uso de burca nos espaços públicos e fechar cerca de 1000 madraças – escolas muçulmanas, ou escolas de estudos islâmicos – se aprovar o decreto que o ministro do Interior e da Segurança Pública, Sarath Weerasekara, anunciou este fim-de-semana ter assinado. “A burca”, disse o ministro, quando visitava, no sábado 13 de março, um templo budista, “é um símbolo do extremismo religioso” e, segundo ele, as madraças não estão legalizadas e não seguem o plano de educação nacional.

O uso de burca já esteve suspenso após o mortífero ataque do Sábado de Aleluia de 2019 em que diversas explosões de bombas colocadas em três hotéis, duas igrejas católicas e uma protestante fizeram mais de 260 mortos e foram atribuídos a grupos radicais islâmicos. Os muçulmanos não são mais de 9% da população do Sri Lanka (um pouco mais do que os cristãos) que entre os seus 22 milhões de habitantes conta com 70% de budistas.

 

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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