Suíça bateu, em 2019, recorde na exportação de armas

| 10 Set 20

guerra iemen, Foto Save the Children

Destruição no Iémen, causada por bombardeamentos: teriam sido armas vendidas pela Suíça?… Foto © Save The Children

 

As guerras não se fazem sem armas e sem que haja quem as fabrique e venda. E, pelos vistos, a Suíça é um dos países que tem lucrado com esses factores: “De acordo com os últimos dados, as armas suíças foram utilizadas na guerra do Iémen e parecem ter alimentado o conflito latente entre Índia e Paquistão”, denuncia Patrick Berlinger, o responsável do Departamento de Política de Desenvolvimento da Cáritas Suíça.

A denúncia tem números preocupantes, considera a Cáritas, citada pelo Vatican News: em 2019, a Suíça exportou material bélico para 71 países em todo o mundo, no valor total de cerca de 674 milhões de euros, um aumento recorde de 43%, o maior desde 1938.

Berlinger tem perguntas a propósito disto: “A política suíça ainda é compatível com os objectivos da cooperação para o desenvolvimento nos países pobres?” Numa nota para a edição de 2021 do The Almanac, anuário da Cáritas Suíça sobre causas humanitárias, o responsável diz que “as exportações de Berna para regiões em conflito, como a Península Arábica, ou para países muito pobres, como o Bangladesh, ou para áreas onde ocorrem graves violações dos direitos humanos, estão em desacordo com os objectivos oficiais de desenvolvimento” que a Suíça tem assumido.

De acordo com os últimos dados, as armas suíças têm sido utilizadas na guerra do Iémen, um dos conflitos mais graves do momento, e parecem estar a alimentar “o conflito latente entre Índia e Paquistão”. “Um país como a Suíça, que gosta de ser considerado protagonista na construção da paz, deveria abster-se sistematicamente de tais exportações militares nocivas”, diz Berlinger. A venda de armas, recorda, além de causar danos às populações locais, compromete a diplomacia internacional e a valiosa cooperação para o desenvolvimento que a Suíça oferece aos países mais pobres, muitas vezes vítimas de conflitos devastadores.

 

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser.

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser. novidade

A homenagem aos que perderam as suas vidas nesta pandemia é uma forma de reconhecermos que não foram só os seus dias que foram precoce e abruptamente reduzidos, mas também que todos nós, os sobreviventes, perdemos neles um património imenso e insubstituível. Só não o perderemos totalmente se procurarmos valorizá-lo, de formas mais ou menos simbólicas como é o caso da Jornada da Memória e da Esperança deste fim-de-semana, mas também na reflexão sobre as nossas próprias vidas e as das gerações que nos sucederão.

Parlamento aprovou voto de solidariedade com vítimas da pandemia e iniciativa cidadã

Jornada da Memória e da Esperança

Parlamento aprovou voto de solidariedade com vítimas da pandemia e iniciativa cidadã novidade

A Assembleia da República (AR) manifestou o seu apreço pela Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país, através de um voto de solidariedade com as vítimas de covid-19 e com as pessoas afectadas pela pandemia, bem como com todos os que ajudaram no seu combate, com destaque para os profissionais de saúde.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This