“É preciso superar as dicotomias entre ‘os que só rezam’ e os que ‘só lutam’, os que ‘louvam e celebram’ e os que ‘fazem política’”, diz ao 7MARGENS a vice-presidente da Cáritas Brasileira, Cleusa Alves da Silva. A responsável terá uma intervenção em vídeo numa sessão promovida pelo Centro de Formação à Distância do Patriarcado de Lisboa, nesta sexta-feira, 15, à noite.
Antecipando a sua intervenção, a vice-presidente da Cáritas Brasileira diz que os católicos precisam de “integrar a fé e o compromisso social, a oração e a acção, a religião e a prática do dia a dia, a ética e a política”.
Para participar na sessão, as pessoas interessadas devem inscrever-se no endereço próprio para esse efeito.
Receberá depois o endereço de acesso ao encontro, que tem por tema precisamente “A importância do conhecimento do Pensamento Social Cristão para o compromisso local”. A moderação será feita por Paulo Fernandes, subdirector do Centro de Formação à Distância, do Instituto Diocesano de Formação Cristã.
Na sua intervenção, Cleusa Silva diz que irá também destacar a “importância dos movimentos populares e do papel que cristãos leigos e leigas têm quando se trata da transformação social à luz da exortação apostólica Dilexit Te”.
A vice-presidente da Cáritas Brasileira acrescenta que, a partir da sua experiência no Brasil que “há um quase completo desconhecimento” do pensamento social católico.
“A minha impressão é de que, a partir da década de 1990, fomos perdendo gradativamente o enfoque social da nossa profissão de fé, a partir dos Evangelhos”, diz a responsável. “Prevalece uma religião devocional que não se conecta com os problemas quotidianos, existenciais e sociais, e que afectam directamente a vida das pessoas”, acrescenta.
Temas para debater na sexta-feira, entre as 21h e as 22h30, numa ligação entre Portugal e o Brasil.










