
Só durante o mês de maio foram relatados 57 casos de violência contra a minoria cristã na Índia. Foto: United Christian Forum.
A violência contra os cristãos na Índia vai ser debatida e analisada pelo Supremo Tribunal do país, na sequência de uma petição apresentada pelo arcebispo de Bangalore, Peter Machado, avançou esta sexta-feira, 8 de julho, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
A petição, que foi também subscrita pelo Fórum Nacional de Solidariedade e a Irmandade Evangélica da Índia, relata casos de violência a locais de culto e estruturas da Igreja naquele país e pede que seja avaliada a “propaganda de ódio” que estará a alimentar esta agressividade contra a comunidade cristã.
O documento fala de “fenómenos sinistros de violência” e de “discurso de ódio” dirigido à comunidade cristã, o qual estará a ser produzido por grupos extremistas e organizações nacionalistas, e lamenta que alguns governos estaduais não tomem medidas preventivas, nomeadamente acautelando a defesa de locais de culto cristãos.
De acordo com a AIS, só durante o mês de maio foram relatados 57 casos de violência e desde o início do ano já foram registados mais de 200 incidentes, especialmente nos estados de Uttar Pradesh, Chhattisgarh, Jharkhand, Madhya Pradesh e Karnataka.
Estes casos representam um padrão cada vez mais comum na Índia e “vão contra as declarações de funcionários do governo federal e dos vários Estados, segundo os quais não há nenhuma perseguição e são apenas alguns incidentes isolados, por parte de elementos marginais”, explica A.C. Michael, coordenador nacional do United Christian Forum, citado pela Agência Fides.
No passado mês de março, o Supremo Tribunal indiano rejeitou uma petição exigindo a criação de um observatório para monitorizar as atividades dos missionários cristãos. A petição tinha sido apresentada pela organização prosélita Hindu Dharma Parishad (HDP), alegando que “elementos antissociais e antinacionais” estavam a “converter à força pessoas do hinduísmo para outras religiões, principalmente o cristianismo”.










