Uma Aldeia da Esperança, semana de espiritualidade aliada à natureza inspirada no modelo de Taizé e no formato de acampamento, acontece desde esta segunda-feira, 21, na Caldeira da Fajã de Santo Cristo, na ilha de São Jorge (Açores).
A iniciativa reúne 300 jovens e tem como “aldeão” número 1 o bispo da diocese de Angra, Armando Esteves Domingues, informa a página oficial da Diocese de Angra, Igreja Açores.
O objectivo é assinalar o Jubileu da Esperança, convocado pelo Papa Francisco para 2025, numa data próxima do Jubileu dos Jovens, que decorre em Roma a partir da próxima segunda-feira, 28, até dia 3 de Agosto.
A Aldeia da Esperança pretende ser um modelo de sustentabilidade, promovendo práticas amigas do ambiente e educação ambiental, informa a mesma fonte. Por isso, o conjunto de peregrino (mochila, tshirt, boné, copo) foi concebido com materiais amigos do ambiente. E todos os participantes – provenientes de sete ilhas dos Açores, com excepção do Corvo e Graciosa – têm informação sobre as diferentes actividades por meios digitais, evitando o gasto de papel.
A criação de uma comunidade baseada em valores cristãos e de solidariedade será um pilar importante do evento, onde a relação com a natureza será valorizada, com atividades que exploram a criação e a beleza da Caldeira, declarada Reserva da Biosfera. As actividades da semana incluem trilhos de oração, workshops vocacionais e celebrações litúrgicas. As noites serão marcadas, sobretudo, por atividades culturais: concertos, cinema ao ar livre e vigília, com o propósito de promover um encontro entre os jovens, Deus, a natureza e uns com os outros.

Caldeira de Santo Cristo, na Ilha de São Jorge, onde durante esta semana se realiza a Aldeia da Esperança. Foto © IA/OSJ
Antes do início do encontro, Nuno Cardoso Dias, um dos voluntários, destacava a importância destas iniciativas: “É difícil [os jovens] sentirem-se sós quando se reconhecem juntos como cristãos. Estes espaços ajudam os jovens a serem fermento para uma nova geração.”
A irmã Domingas Lisboa, responsável por uma das oficinas que decorrerá na Aldeia, sublinhava o valor do silêncio e da reflexão, citada também noutra notícia da Igreja Açores: “Todos somos chamados desde o baptismo. A beleza da ilha ajuda os jovens a encontrarem-se consigo mesmos e a escutarem a sua vocação.”
Luzia Fernandes, do grupo “Apressados da Vila”, de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, realça a importância da confiança nesta jornada de descoberta. João Rainha, também de Vila Franca do Campo, deseja reviver o espírito da Jornada Mundial da Juventude, acreditando que o contacto com a natureza estreitará a ligação com Deus.
Sónia Pinho, do grupo de jovens Ilha Viva, do Livramento, fala em crescimento na fé e em mais uma experiência transformadora como grupo. Do mesmo grupo, Inês Resendes, que esteve presente na JMJ de Lisboa, há dois anos, acredita que o acampamento facilitará o desligar do digital e reforçará os laços humanos e espirituais. Ana Silva parte com “expectativas altas” e vontade de rezar, comunicar e expandir amizades.
As Irmãs de São José de Cluny, a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, a Congregação das irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, a Congregação Aliança de Santa Maria, os Salesianos e os Irmãos de São João de Deus colaboram com materiais e animação e de várias oficinas.










