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Fragilidade, dignidade e economia

Fragilidade, dignidade e economia

O Papa Francisco convocou todos os católicos e cristãos do mundo e todas as pessoas de boa vontade a aderirem a uma reforma da economia. Para isso, lançou a iniciativa A Economia de Francisco, com o objetivo de repensar a economia a partir dos jovens. A nova economia, proposta por ele, inclui todos, promove a justiça, preserva o ambiente e gera solidariedade. Esta nova conceção da economia parte da convicção de que todas as pessoas, sem exceção, têm uma profunda dignidade, que provém da sua filiação divina.

“Dar uma nova alma à economia”, pede a CNJP

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A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo da Igreja Católica para intervenção em questões de paz e justiça social, decidiu “juntar a sua voz a este movimento global que visa dar uma nova alma à economia, partindo dos jovens e integrando todos num ‘novo barco económico’”, diz, em comunicado, a propósito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado nesta quinta-feira, 10.

Da Laudato Si’ à Economia de Francisco de Assis

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O bispo de Roma, Papa Francisco, desde a exortação Alegria do Evangelho, passando por inúmeras intervenções, até às encíclicas Louvado Sejas e Todos Irmãos, do debate contínuo sobre sinodalidade, a Querida Amazónia e, agora, o encontro A Economia de Francesco, tem assumido situações de rotura perante aquilo a que estávamos habituados de letargia do entendimento do que é a Igreja nos tempos em que vivemos.

Entrevista de D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal: “A selva tornou-se global, mas não globalizámos a ética”

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Eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) em Junho, o bispo de Setúbal, D. José Ornelas, diz nesta entrevista ao 7MARGENS que a Igreja em Portugal “tem de se sentar no mesmo banco em que se sentam os imigrantes, as pessoas que são de outra etnia, de outra cultura, que ainda não falam bem o português” para ir ao seu encontro e ser mais inclusiva: ao contrário da selva económica que se globalizou, “não globalizámos a ética nem as relações internacionais justas nem a dignidade”.

Os cristãos devem promover a ética: A Economia de Francesco vista pela economista Maria João Marques

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Uma “iniciativa muito válida, porque a economia está no fulcro das discussões políticas, culturais, sociais que têm de ser pensadas, também do ponto de vista ético – no qual os católicos têm também um papel”. É deste modo que a economista Maria João Marques, colunista do Público, olha para o encontro A Economia de Francesco, que terminou no sábado, coma publicação de uma declaração final e uma mensagem do Papa Francisco aos participantes.

Paraísos fiscais roubam-nos o futuro e devem acabar já, pedem os jovens d’A Economia de Francisco

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A carta-compromisso, o discurso do Papa, as intervenções de diferentes convidados ou os testemunhos do que os jovens andam a fazer pelo mundo coincidem: este modelo económico e financeiro não serve, é preciso refazer (quase) tudo. Na carta-compromisso final do encontro A Economia de Francisco, que terminou sábado após três dias de debates em Assis e atravéws de vídeo, várias dessas ideias ficaram expressas. “Pedimos muito, mas se pedíssemos menos não seria suficiente”, dizem os dois mil participantes. 

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“Dar uma nova alma à economia”, pede a CNJP

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Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

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