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Memória de Acácio Catarino (1935-2021)

Memória de Acácio Catarino (1935-2021)

Acácio Catarino era um homem de ação e reflexão – segundo o método de Ver, Julgar e Agir. Recordo-o sempre com grande coerência e serenidade. Com Maria de Loures Pintasilgo, Alfredo Bruto da Costa e Manuela Silva é referência fundamental da Igreja Católica portuguesa contemporânea – com uma intervenção na sociedade e na economia, num sentido orientado para o desenvolvimento humano.

Manuel Martins, um precursor da Sinodalidade

Manuel Martins, um precursor da Sinodalidade

Escrevo a propósito da partida deste mundo há quatro anos, que se completam hoje mesmo, dia 24, do bispo Manuel Martins. Há seres humanos que não deveriam morrer. Não por eles, mas por nós. Contrariamente ao que é vulgar dizer-se, são mesmo insubstituíveis. A propósito, evoco também a memória de um outro que nos deixou no passado dia 2 de setembro.

Acácio Catarino, o homem que colocou o bem comum acima de tudo, sempre

Igreja está-lhe "profundamente grata"

Acácio Catarino, o homem que colocou o bem comum acima de tudo, sempre

Liderou a Cáritas Portuguesa ao longo de 17 anos, foi presidente do Concelho Nacional para a Promoção do Voluntariado, esteve à frente da Comissão Coordenadora Nacional das Semanas Sociais, pertenceu à Comissão Nacional Justiça e Paz e a várias instituições sem fins lucrativos e grupos de trabalho de âmbito social e cooperativo. O “currículo” de Acácio Catarino dificilmente caberia numa notícia, mas todos os cargos que desempenhou e todos os projetos que desenvolveu se poderiam resumir a uma só missão: a busca do bem comum. Faleceu esta quinta-feira, aos 86 anos, vítima de doença prolongada, tendo manifestado a intenção de doar o corpo para a investigação científica.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

O posicionamento da Igreja, no lado da oferta de serviços e não tanto da procura, dificultou-lhe a aceitação do Estado social que, até certo ponto, foi considerado seu competidor; ao mesmo tempo, deu origem a que fosse descurado o desenvolvimento e a qualificação dos grupos paroquiais de ação social, em contraste com a importância atribuída aos centros sociais paroquiais, às santas casas da misericórdia e a outras instituições.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Re-samaritanização” na “Fratelli Tutti”

O Papa Francisco entendeu por bem dedicar o segundo capítulo da encíclica Fratelli Tutti (FT) à parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37). E a maneira como aborda o tema permite-nos falar de “re-samaritanização”, por dois motivos: primeiro, porque vem recordar que este modelo tão antigo de caridade e de ação-intervenção social mantém plena atualidade; e, em segundo lugar, porque interpreta a parábola de maneira diferente da mais comum e tradicional.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Evangélico, o rendimento básico universal?

Na perspetiva socioeconómica, é particularmente oportuna, sobretudo em situações de crise, a parábola dos trabalhadores da vinha que auferiram salário igual (Mt. 20, 1-16), independentemente da duração do seu trabalho. Se considerarmos não só o proprietário e os trabalhadores da parábola, mas toda a economia, a sociedade e o Estado de um país, faz sentido relacionarmo-la com o “rendimento básico universal” (RBU) condigno para cada um dos habitantes.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Pedro Casaldáliga e os novos caminhos para o Brasil (e não só)

Sublinho a importância dos artigos publicados no 7MARGENS, a propósito do falecimento de D. Pedro Casaldáliga. E, a propósito, pareceu-me oportuno lembrar umas férias pessoais de 1968, transformadas em missão ao Nordeste brasileiro no âmbito da Ação Católica Rural (ACR).

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Lares de idosos perante omissões de fundo

Face à agitação provocada pelas infeções covid-19 e pelas respetivas mortes em lares de idosos, ou “estruturas residenciais para pessoas idosas”, torna-se imperiosa a assunção das nossas responsabilidades coletivas. Para não alongar o texto, limito-me, por ora, a elencar três omissões graves, que são fundamentais e comuns a outros problemas.

Memória de Acácio Catarino (1935-2021)

Memória de Acácio Catarino (1935-2021)

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Manuel Martins, um precursor da Sinodalidade

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Escrevo a propósito da partida deste mundo há quatro anos, que se completam hoje mesmo, dia 24, do bispo Manuel Martins. Há seres humanos que não deveriam morrer. Não por eles, mas por nós. Contrariamente ao que é vulgar dizer-se, são mesmo insubstituíveis. A propósito, evoco também a memória de um outro que nos deixou no passado dia 2 de setembro.

Acácio Catarino, o homem que colocou o bem comum acima de tudo, sempre

Igreja está-lhe "profundamente grata"

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Liderou a Cáritas Portuguesa ao longo de 17 anos, foi presidente do Concelho Nacional para a Promoção do Voluntariado, esteve à frente da Comissão Coordenadora Nacional das Semanas Sociais, pertenceu à Comissão Nacional Justiça e Paz e a várias instituições sem fins lucrativos e grupos de trabalho de âmbito social e cooperativo. O “currículo” de Acácio Catarino dificilmente caberia numa notícia, mas todos os cargos que desempenhou e todos os projetos que desenvolveu se poderiam resumir a uma só missão: a busca do bem comum. Faleceu esta quinta-feira, aos 86 anos, vítima de doença prolongada, tendo manifestado a intenção de doar o corpo para a investigação científica.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

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O posicionamento da Igreja, no lado da oferta de serviços e não tanto da procura, dificultou-lhe a aceitação do Estado social que, até certo ponto, foi considerado seu competidor; ao mesmo tempo, deu origem a que fosse descurado o desenvolvimento e a qualificação dos grupos paroquiais de ação social, em contraste com a importância atribuída aos centros sociais paroquiais, às santas casas da misericórdia e a outras instituições.

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“Re-samaritanização” na “Fratelli Tutti”

O Papa Francisco entendeu por bem dedicar o segundo capítulo da encíclica Fratelli Tutti (FT) à parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37). E a maneira como aborda o tema permite-nos falar de “re-samaritanização”, por dois motivos: primeiro, porque vem recordar que este modelo tão antigo de caridade e de ação-intervenção social mantém plena atualidade; e, em segundo lugar, porque interpreta a parábola de maneira diferente da mais comum e tradicional.

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Evangélico, o rendimento básico universal?

Na perspetiva socioeconómica, é particularmente oportuna, sobretudo em situações de crise, a parábola dos trabalhadores da vinha que auferiram salário igual (Mt. 20, 1-16), independentemente da duração do seu trabalho. Se considerarmos não só o proprietário e os trabalhadores da parábola, mas toda a economia, a sociedade e o Estado de um país, faz sentido relacionarmo-la com o “rendimento básico universal” (RBU) condigno para cada um dos habitantes.

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Sublinho a importância dos artigos publicados no 7MARGENS, a propósito do falecimento de D. Pedro Casaldáliga. E, a propósito, pareceu-me oportuno lembrar umas férias pessoais de 1968, transformadas em missão ao Nordeste brasileiro no âmbito da Ação Católica Rural (ACR).

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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