As bolachas de água e sal da Vizinha Rita

  A Vizinha Rita morreu e recebi a notícia nessa mesma noite quando estava já deitada. Por essa hora eu lia um texto genial do Três-Setes, livro de Eduardo Duarte, onde o protagonista é abordado pelos seus mortos numa noite assombrada. Fiquei triste com a morte...

Um Bom Dia para as maganas

  Era um ano de seca na região algarvia e o rebanho estava faminto. Na manhã cujo relato se segue, Toine Baguinhe – o pastor – aventurou-se para lá da 125 na esperança de encontrar erva húmida com que alimentar as 500 ovelhas que pastava. Ali, naquela...

O funeral da mãe do meu amigo

  O que dizer a um amigo no enterro da sua mãe? Talvez opte por ignorar as palavras e me fique pelo abraço apertado. Ou talvez o abraço com palavras, sim, porque haveria de escolher um ou outro? Os dois. Não é possível que ainda não tenha sido descoberta a...

Aprender a olhar para as insignificâncias

  O António Lobo Antunes acaba por dizer, num dos seus textos, que terminar uma crónica é fácil: “Põe-se o ponto final e deixa-se o resto da página em branco, pronto.” Cá para mim escrever crónicas é a maneira mais dolorosa de dar significado ao insignificante. A...

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