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Duma escrita feita de telas onde tudo se pintou

[Entre Margens]

Duma escrita feita de telas onde tudo se pintou

Apeteceu-me escrever sobre António Lobo Antunes, mas achei que quase tudo o que é importante já foi dito. Resolvi fazer de outra maneira para não perder a oportunidade de falar de alguém que fazia da escrita as “telas onde se pintam” os sentimentos, as emoções, os factos e as interpretações deles, as dores, as humilhações, os desastres, as lógicas e as ilógicas, as injustiças, as assimetrias sociais… [Texto de Margarida Cordo].

Aprender a olhar para as insignificâncias

Aprender a olhar para as insignificâncias

O António Lobo Antunes acaba por dizer, num dos seus textos, que terminar uma crónica é fácil: “Põe-se o ponto final e deixa-se o resto da página em branco, pronto.” Cá para mim escrever crónicas é a maneira mais dolorosa de dar significado ao insignificante. A crónica – quando se lê Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Rui Zink, Miguel Esteves Cardoso – parece a forma literária de mais fácil execução, como se aquilo que se lê sempre tivesse estado lá, assim tão óbvio. (Ana Sofia Brito)

Duma escrita feita de telas onde tudo se pintou

[Entre Margens]

Duma escrita feita de telas onde tudo se pintou

Apeteceu-me escrever sobre António Lobo Antunes, mas achei que quase tudo o que é importante já foi dito. Resolvi fazer de outra maneira para não perder a oportunidade de falar de alguém que fazia da escrita as “telas onde se pintam” os sentimentos, as emoções, os factos e as interpretações deles, as dores, as humilhações, os desastres, as lógicas e as ilógicas, as injustiças, as assimetrias sociais… [Texto de Margarida Cordo].

Aprender a olhar para as insignificâncias

Aprender a olhar para as insignificâncias

O António Lobo Antunes acaba por dizer, num dos seus textos, que terminar uma crónica é fácil: “Põe-se o ponto final e deixa-se o resto da página em branco, pronto.” Cá para mim escrever crónicas é a maneira mais dolorosa de dar significado ao insignificante. A crónica – quando se lê Clara Ferreira Alves, António Lobo Antunes, Rui Zink, Miguel Esteves Cardoso – parece a forma literária de mais fácil execução, como se aquilo que se lê sempre tivesse estado lá, assim tão óbvio. (Ana Sofia Brito)

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidade

No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidade

Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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