Desde há 45 anos que Hebe Pastor de Bonafini só pedia justiça e que o Estado argentino lhe dissesse a verdade sobre o que tinha sido feito a dois dos seus filhos e à nora que a ditadura militar um dia lhe roubou. Todas as quintas-feiras colocava na cabeça o lenço branco com uma inscrição bordada e ia, com dezenas, centenas ou, por vezes, milhares de mães pedir justiça diante da Casa Rosada. A co-fundadora e presidente da Associação das Mães da Praça de Maio morreu neste domingo. O Papa Francisco, com quem Hebe se encontrara, e por causa de quem se reconciliara com o catolicismo, enviou uma mensagem de condolências.









